
Você já parou no meio de uma frase em inglês, travou, e não sabia se precisava colocar um "to" ali ou não? "She wants to go" parece certo. "She can to go" parece certo também, na sua cabeça, mas está errado. E não tem professor gritando "errado!" na sua frente para te avisar na hora. É exatamente esse tipo de travamento silencioso que faz gente que já entende bastante inglês gaguejar numa frase simples. O verbo infinitivo em inglês é um dos pontos onde o português e o inglês se parecem na superfície e se comportam de um jeito completamente diferente por baixo. Neste guia você vai entender o que é o infinitivo, os dois tipos que existem, quando usar "to" e quando não usar, os verbos que mudam de sentido dependendo da forma que escolhem, o mito do "split infinitive" e os erros mais comuns que brasileiros cometem com essa estrutura. Sem enrolação, com tabela e exemplo prático em cada seção.
O que é o infinitivo em inglês (e por que ele confunde tanto)
Em português, "verbo no infinitivo" é fácil de reconhecer: falar, comer, viver, estudar. Termina em "-ar", "-er" ou "-ir", e você reconhece de cara. É a forma que aparece no dicionário, a forma "crua" do verbo antes de qualquer conjugação.
Em inglês, o conceito existe, só que ele quebra duas expectativas do seu cérebro treinado em português. A primeira quebra é a palavinha "to". O infinitivo em inglês costuma vir com "to" na frente: "to speak", "to eat", "to live", "to study". Só que essa palavra não é parte do verbo, é uma partícula que se cola nele, e às vezes ela simplesmente não aparece, como você vai ver já na próxima seção. A segunda quebra é mais sutil e, para muita gente, mais irritante: o verbo no infinitivo em inglês não muda de forma quase nunca. "To go" é "to go" para eu, para você, para ele, para nós, sempre. Não existe uma terminação que varie como "-ar" varia para "-ando" ou "-asse" em português. Isso é ótimo do ponto de vista de economia de esforço, mas é estranho para quem cresceu esperando que todo verbo se transforme dependendo de quem fala.
Esse tipo de travamento é chato justamente porque ele não aparece quando você está lendo um texto com calma, sublinhando regra devagar. Ele aparece na hora de falar, no meio de uma frase que você já começou e não pode mais voltar atrás. Ler sobre o assunto ajuda a entender o mecanismo, mas destravar de verdade pede outro tipo de treino: repetir a frase certa em voz alta, várias vezes, até ela saltar sem esforço, sem você parar para calcular regra no meio da conversa. É esse tipo de prática falada, e não mais uma lista de exercício silencioso, que o Comigo oferece desde a primeira lição, com o Capy perguntando e você respondendo alto. Se esse tipo de trava já aconteceu com você, dá para começar a destravar agora no Comigo.
O Grammarly explica o infinitivo em inglês como a forma básica do verbo, geralmente precedida por "to", que pode funcionar como substantivo, adjetivo ou advérbio dentro da frase. Essa definição parece técnica, mas na prática ela resolve uma dúvida comum: sim, o mesmo "to go" pode ser o sujeito de uma frase ("To go there alone is dangerous"), pode completar um verbo ("She wants to go") e pode explicar um propósito ("I called to go over the details"). É a mesma peça de Lego encaixando em lugares diferentes da frase, e é exatamente essa flexibilidade que confunde quem tenta traduzir palavra por palavra do português.
A regra mecânica para construir o infinitivo completo, o chamado "to-infinitive", é simples de enunciar mesmo que seja fácil esquecer na hora de falar rápido: "to" mais o verbo na forma base, sem nenhuma conjugação. Nunca "to goes", nunca "to going", nunca "to went". A forma depois do "to" fica sempre parada, sempre no mesmo estado, não importa o tempo verbal da frase ao redor. "I want to go" hoje, "I wanted to go" ontem, "I will want to go" amanhã: o "to go" não muda em nenhuma dessas três frases, só o verbo antes dele muda de tempo. É esse contraste com o presente simples, onde "he goes" ganha um "-s" na terceira pessoa, que costuma confundir quem está começando; se esse ponto ainda não estiver claro, vale revisar o post sobre terceira pessoa do singular em inglês da Comigo antes de seguir, porque os dois assuntos vivem lado a lado e a mistura dos dois é uma fonte clássica de erro. Essa mesma forma base, sem "to", também é a coluna da esquerda de qualquer tabela de verbos em inglês que você for consultar: o infinitivo é literalmente o ponto de partida de onde nascem o passado e o particípio de cada verbo.
Aliás, vale marcar essa diferença desde já: o particípio passado, que aparece em estruturas como "have gone" ou "have written", muda de forma quase toda vez que o verbo é irregular, como mostra o post sobre particípio passado em inglês da Comigo. O infinitivo não. Ele é a única forma verbal do inglês que fica parada, o mesmo "go", o mesmo "write", em qualquer frase, com qualquer sujeito.
E aqui já respondemos, de passagem, uma pergunta que muita gente digita no Google sem achar resposta direta: qual é o infinitivo de "to be" em português? A resposta é "ser" ou "estar", dependendo do contexto, porque o inglês usa um verbo só onde o português usa dois. "To be" cobre tanto "ser feliz" quanto "estar cansado", e essa fusão dos dois verbos portugueses num único "be" é outro ponto onde tradução literal trai você.
O infinitivo em inglês tem conjugação? Todo verbo leva "to"?
A resposta curta para a primeira pergunta é não: o infinitivo em inglês nunca conjuga, seja qual for o sujeito, o tempo verbal ou o número de pessoas envolvidas na frase. O mesmo guia da Grammarly sobre infinitivos reforça esse ponto como a marca registrada da forma: ela fica sempre travada na base do verbo, sem flexão de pessoa, número ou tempo, diferente de quase tudo o que você já viu em português. E a resposta para a segunda pergunta também é não: nem todo verbo em inglês pede "to" na frente. Existe um grupo de gatilhos gramaticais, os modais, os causativos e os verbos de percepção entre eles, que exige exatamente o oposto, o infinitivo puro, sem "to" nenhum. Esse grupo tem nome próprio, "zero infinitive" ou "bare infinitive", e é justamente o assunto da próxima seção.
Os dois tipos de infinitivo: completo e nulo
Existem dois tipos de infinitivo em inglês, e a diferença entre eles é justamente a presença ou ausência do "to". O primeiro se chama "full infinitive" ou "to-infinitive", o infinitivo completo: "to go", "to speak", "to eat". O segundo se chama "bare infinitive" ou "zero infinitive", o infinitivo nulo: apenas "go", "speak", "eat", sem "to" na frente.
O Grammar Monster tem uma explicação direta sobre o bare infinitive, descrevendo ele como a forma base do verbo usada sem "to" depois de certos verbos e estruturas gramaticais. A ideia central é que "bare" aqui não significa "verbo diferente", significa "mesmo verbo, sem a roupa do to". "Go" e "to go" são o mesmo verbo, na mesma forma base, só que um aparece nu e o outro aparece com a partícula na frente.
O guia da Kaplan International sobre full infinitive e bare infinitive resume bem o ponto que costuma travar brasileiros: não existe uma regra única, tipo uma fórmula matemática, que decida quando usar cada um. O que existe é uma lista de gatilhos gramaticais, verbos e estruturas específicas, que exigem um ou outro. Você não escolhe livremente entre "to go" e "go" pelo sentido; a escolha é imposta pela palavra que vem antes. É basicamente um jogo de memória de padrões, não de lógica de tradução. E é exatamente por isso que este guia inteiro está organizado em torno dessas duas listas de gatilhos: quem pede o infinitivo nulo, e quem pede o infinitivo completo.
Antes de entrar nas listas, vale fixar uma coisa que resolve boa parte da ansiedade sobre esse assunto: você não vai usar o infinitivo nulo em qualquer verbo aleatoriamente. Ele aparece só depois de um grupo relativamente pequeno e bem definido de palavras, que cabem numa única tabela. Fora desse grupo, o infinitivo completo com "to" é o padrão default do inglês.

Quando NÃO usar "to": o infinitivo nulo (bare infinitive)
Aqui está o grupo de gatilhos que puxam o verbo sem "to". Se você aprender esses cinco grupos de cor, vai eliminar um dos erros mais comuns que brasileiros cometem em inglês falado.
Depois dos modal verbs
Todo modal verb (can, could, may, might, must, shall, should, will, would) é seguido pelo infinitivo nulo, sempre, sem exceção. "She can speak three languages", nunca "she can to speak". "You must finish this today", nunca "you must to finish". "I would help you if I could", nunca "I would to help". Esse é, sem disputa, o erro número um de brasileiro aprendendo inglês: colar um "to" depois de um modal por hábito de tradução, porque em português "ela pode falar" tenta empurrar sua cabeça na direção de um infinitivo completo que simplesmente não existe ali. Se esse ponto ainda não estiver sólido para você, vale a pena revisar o post sobre modal verbs em inglês da Comigo inteiro, porque cada modal tem seu próprio conjunto de usos, e todos eles compartilham essa mesma regra de infinitivo nulo depois. Esse mesmo padrão, modal mais infinitivo nulo, é a espinha dorsal das orações condicionais em inglês, onde "will" e "would" aparecem colados direto num verbo sem "to": o post sobre orações condicionais em inglês da Comigo mostra esse encaixe em ação, frase por frase.
Depois dos verbos causativos "make", "let" e "have"
Os verbos causativos descrevem alguém fazendo outra pessoa realizar uma ação. "Make", "let" e "have", nesse uso específico, pedem o infinitivo nulo no verbo que vem depois do objeto. "She made him apologize", nunca "she made him to apologize". "They let us leave early", nunca "they let us to leave". "I had the mechanic fix my car", nunca "I had the mechanic to fix". O mesmo artigo da Kaplan International sobre full e bare infinitive lista os causativos e os verbos de percepção como os dois grupos mais traiçoeiros para quem já passou da fase básica do inglês, justamente porque parecem exceção isolada, mas na verdade seguem um padrão fixo e previsível. Repare também que "have" nesse sentido causativo funciona diferente do "have" comum de posse, e essa mesma estrutura aparece em contraste direto com o particípio passado numa construção parecida chamada "causative have + past participle" ("I had my car fixed"), que vale revisar depois no post sobre particípio passado em inglês da Comigo se você quiser entender a diferença entre "have someone do something" e "have something done". E não confunda esse "had" causativo com o "had" do passado perfeito, que aparece colado ao particípio, não ao infinitivo nulo: o post sobre passado perfeito em inglês da Comigo mostra essa outra estrutura em detalhe, para você não misturar as duas.
Depois de verbos de percepção mais objeto
Verbos de percepção como "see", "hear", "watch", "feel", "notice" e "smell", quando seguidos de um objeto e uma ação completa (não uma ação em progresso), pedem infinitivo nulo. "I saw her fall" (eu vi ela cair, do início ao fim da queda), não "I saw her to fall". "We heard him leave" (nós ouvimos ele saindo), não "we heard him to leave". "She felt the ground shake" (ela sentiu o chão tremer). Não é coincidência que os exemplos dessa seção usem tanto verbo irregular: "see", "fall", "hear", "make". Se essas formas ainda não saem automáticas para você, a lista de verbos irregulares em inglês da Comigo é um bom lugar para revisar antes de seguir adiante. Vale notar, só para não confundir depois, que esses mesmos verbos de percepção também aceitam o gerúndio quando a ideia é uma ação em progresso, vista parcialmente: "I saw her falling" sugere que você viu o processo, não necessariamente o fim dele. Essa comparação entre gerúndio e infinitivo depois de verbo de percepção é uma prima direta da seção sobre verbos com mudança de sentido mais adiante neste post.
Depois de "had better" e "would rather"
Duas expressões fixas que também exigem infinitivo nulo: "had better" e "would rather". "You had better call her now" (é melhor você ligar para ela agora), nunca "you had better to call". "I would rather stay home tonight" (eu prefiro ficar em casa hoje à noite), nunca "I would rather to stay". O mesmo glossário do Grammar Monster sobre bare infinitive inclui exatamente esse par, "had better" e "would rather", na lista fechada de estruturas que nunca aceitam "to" depois delas, ao lado dos modais e dos causativos. Essas duas expressões soam formais escritas assim, mas são extremamente comuns na fala, principalmente em contrações: "you'd better go" e "I'd rather not".
Depois de "why not", "except" e "but" em certas construções
Um grupo menor, mas útil de reconhecer: perguntas com "why not" seguido direto do verbo ("Why not call her yourself?"), e certas construções com "except" e "but" depois de "do" ou "did" mais alguma coisa. "I didn't do anything but wait" (eu não fiz nada além de esperar), "She had no choice except leave" (ela não teve escolha além de partir). Esses casos são mais raros no dia a dia, mas aparecem o suficiente em textos e conversas para valer a menção.
A tabela abaixo resume os cinco gatilhos do infinitivo nulo, com exemplo e tradução, para você consultar rápido sempre que precisar.
| Gatilho | Exemplo em inglês | Tradução |
|---|---|---|
| Modal verbs (can, could, must, will, should...) | She can speak Spanish. | Ela sabe falar espanhol. |
| Causativos: make | The teacher made us rewrite the essay. | O professor nos fez reescrever a redação. |
| Causativos: let | My parents let me travel alone. | Meus pais me deixaram viajar sozinho. |
| Causativos: have | I had the plumber check the pipes. | Fiz o encanador checar os canos. |
| Percepção: see + objeto | I saw the car crash into the wall. | Eu vi o carro bater na parede. |
| Percepção: hear + objeto | We heard the dog bark all night. | Nós ouvimos o cachorro latir a noite toda. |
| had better | You had better leave now. | É melhor você ir agora. |
| would rather | He would rather work from home. | Ele prefere trabalhar de casa. |
Quando USAR "to": o infinitivo completo depois de certos verbos
Se o infinitivo nulo tem uma lista relativamente curta e fechada de gatilhos, o infinitivo completo é o padrão mais comum do inglês, e existe uma lista longa de verbos comuns que exigem "to" antes do próximo verbo. O artigo da Purdue OWL sobre infinitivos chama esse grupo de "verbs followed by infinitives", classificando esse uso como o papel de objeto direto dentro da frase, e reforça que, diferente do infinitivo nulo, aqui não existe atalho de memorização por categoria gramatical. É decoreba de vocabulário, verbo por verbo, embora a boa notícia é que os mais comuns aparecem toda hora e você absorve rápido com exposição.
Alguns exemplos para sentir o padrão antes da tabela: "I want to travel next year" (eu quero viajar ano que vem), "She decided to quit her job" (ela decidiu pedir demissão do emprego), "They agreed to meet on Friday" (eles concordaram em se encontrar na sexta), "He promised to call me back" (ele prometeu me ligar de volta), "We hope to finish by noon" (esperamos terminar até o meio-dia).
| Verbo | Exemplo em inglês | Tradução |
|---|---|---|
| want | I want to learn English. | Eu quero aprender inglês. |
| need | She needs to rest today. | Ela precisa descansar hoje. |
| decide | We decided to move to Lisbon. | Nós decidimos nos mudar para Lisboa. |
| agree | They agreed to split the bill. | Eles concordaram em dividir a conta. |
| promise | He promised to help us. | Ele prometeu nos ajudar. |
| hope | I hope to see you soon. | Espero te ver em breve. |
| plan | We plan to visit Portugal in June. | Planejamos visitar Portugal em junho. |
| choose | She chose to stay silent. | Ela escolheu ficar em silêncio. |
| learn | He is learning to drive. | Ele está aprendendo a dirigir. |
| offer | They offered to pay for dinner. | Eles se ofereceram para pagar o jantar. |
| refuse | She refused to answer the question. | Ela se recusou a responder a pergunta. |
| seem | He seems to like his new job. | Ele parece gostar do novo emprego. |
| afford | We can't afford to travel this year. | Não podemos pagar para viajar este ano. |
| expect | I expect to arrive by 6 PM. | Espero chegar até as seis da tarde. |
| fail | The plan failed to convince investors. | O plano falhou em convencer investidores. |
| threaten | She threatened to quit. | Ela ameaçou pedir demissão. |
| manage | He managed to fix the printer. | Ele conseguiu arrumar a impressora. |
Repare que muitos desses verbos, como "want", "need" e "decide", também descrevem intenção ou desejo, e não é coincidência: uma boa parte dos verbos que pedem infinitivo completo em inglês tem esse sabor de "algo ainda não realizado, apontando para o futuro". Isso não é uma regra fixa, mas ajuda a criar intuição enquanto você não decorou a lista inteira.
O infinitivo de propósito: o "para" que já vem dentro do "to"
Uma das funções mais úteis do infinitivo completo, e uma das que menos brasileiro percebe conscientemente, é o infinitivo de propósito. Ele funciona exatamente como o "para" do português quando você explica o motivo de uma ação. "I called to ask about the schedule" significa "eu liguei para perguntar sobre o horário". "She went to the store to buy milk" significa "ela foi ao mercado para comprar leite".
O Grammarist tem um artigo específico sobre o infinitivo de propósito que aponta um detalhe importante: em inglês, você nunca precisa de uma segunda palavra de propósito colada no "to". O "to" já carrega o "para" dentro dele. É por isso que "I called to ask" está certo, e "I called for to ask" está errado, mesmo que na cabeça de um brasileiro pareça que falta um "para" ali, ecoando construções antigas ou regionais do português que soam parecidas.
Um erro comum de quem já estudou um pouco de gramática, e sabe que existe uma estrutura com "for" mais gerúndio, é misturar as duas construções de propósito. "For + gerúndio" explica a função geral de um objeto ou ferramenta, não a intenção de uma pessoa numa ação específica: "This knife is for cutting bread" (essa faca é para cortar pão, função geral do objeto). Já "to + infinitivo" explica a intenção de alguém fazendo algo: "I used this knife to cut the bread" (eu usei essa faca para cortar o pão, ação específica de uma pessoa). Trocar os dois é um erro clássico: "I went to the kitchen for cook dinner" está errado; o certo é "I went to the kitchen to cook dinner". Esse tipo de confusão entre preposições de propósito e infinitivo merece uma revisão à parte, e o post sobre preposições em inglês da Comigo entra em detalhe sobre "for" e outras preposições que costumam ser trocadas por brasileiros.
Vale registrar ainda uma variação mais formal do infinitivo de propósito: "in order to" e "so as to" funcionam como uma versão mais enfática do mesmo "to" de propósito, útil em textos escritos ou discursos mais formais. "I left early in order to catch the train" carrega exatamente o mesmo sentido de "I left early to catch the train", só que com um peso retórico maior. O mesmo artigo do Grammarist sobre o infinitivo de propósito trata essas variações como intercambiáveis na maioria dos contextos, reservando a versão mais longa para redação formal ou fala mais cuidada.
O infinitivo como sujeito, complemento e depois de adjetivos
Além de completar outro verbo, o infinitivo completo pode carregar sozinho o peso gramatical de uma frase inteira, funcionando como substantivo. Essa é a parte que o Purdue OWL detalha bem no mesmo guia sobre infinitivos, separando três funções principais além da de completar verbo: sujeito, complemento de sujeito e complemento depois de adjetivo.
Como sujeito da frase, o infinitivo vem lá no início, fazendo o papel que em português normalmente cai num substantivo ou numa oração inteira: "To speak in public terrifies me" (falar em público me aterroriza). Repare que essa frase soa um pouco formal em inglês falado; no dia a dia é mais comum reformular com gerúndio ("Speaking in public terrifies me") ou com "it" antecipando o sujeito real ("It terrifies me to speak in public"), mas a versão com infinitivo puro no início é perfeitamente correta e aparece bastante em textos escritos.
Como complemento de sujeito, o infinitivo vem depois de "be", completando o sentido do sujeito: "Her dream is to travel the world" (o sonho dela é viajar pelo mundo). "My goal is to save enough money by December" (minha meta é economizar dinheiro suficiente até dezembro).
Depois de certos adjetivos, o infinitivo completo também aparece com bastante frequência, normalmente numa construção impessoal com "it": "It's hard to explain" (é difícil explicar), "It's important to practice every day" (é importante praticar todo dia), "It was nice to meet you" (foi bom te conhecer). O mesmo material da Purdue OWL sobre infinitivos cataloga esse padrão, adjetivo mais infinitivo depois de "it", como um dos usos mais frequentes em inglês acadêmico e formal, ao lado da função de sujeito e da função de objeto direto já vistas antes. Esse padrão com adjetivo mais infinitivo é tão comum em inglês falado que vale a pena treinar frases inteiras assim, em voz alta, até saírem automáticas.
É bem nesse ponto, aliás, que muita gente sente o peso de traduzir do português palavra por palavra. Você entende a regra no papel, sabe qual verbo pede "to" e qual não pede, mas na hora de montar a frase em tempo real, sob pressão de uma conversa de verdade, o cérebro trava e sai um "she can to speak" ou um "I want travel" sem o "to". Ler a regra explica o quebra-cabeça; falar em voz alta, repetidamente, com alguém corrigindo você na hora, é o que fixa a peça no lugar certo sem você ter que parar para pensar. É exatamente esse tipo de prática ativa, falada e não silenciosa, que o Comigo foi feito para oferecer: você fala alto, o Capy responde, e o app te dá feedback palavra por palavra ali na hora, em vez de te entregar mais uma lista de regras para memorizar sozinho. Se você quer treinar esse tipo de frase até ela saltar automática da boca, dá para começar no Comigo.

Infinitivo depois de palavras interrogativas: what to do, how to fix
Existe um uso pequeno, mas extremamente útil do infinitivo completo que aparece toda hora em inglês falado e que poucos materiais em português mencionam: colar o infinitivo direto depois de uma palavra interrogativa, sem sujeito e sem verbo auxiliar no meio. "I don't know what to do" (eu não sei o que fazer), "She asked how to fix the printer" (ela perguntou como arrumar a impressora), "We couldn't decide where to go for dinner" (nós não conseguimos decidir aonde ir para jantar).
Essa construção funciona como uma versão comprimida de uma frase mais longa com modal verb. "I don't know what to do" carrega exatamente o mesmo sentido de "I don't know what I should do", só que sem repetir o sujeito e sem precisar decidir qual modal encaixar ali. É uma daquelas economias que o inglês faz, e o português também faz de um jeito parecido: "não sei o que fazer" tem a mesma estrutura compacta, infinitivo colado direto na palavra interrogativa, sem sujeito no meio. Talvez seja por isso que essa construção, ao contrário de boa parte deste guia, costuma sair natural para brasileiro quase sem esforço.
Vale reconhecer o padrão com outras palavras interrogativas: "who to call" (quem ligar para), "when to leave" (quando partir), "which one to choose" (qual escolher). O único wh-word que não entra nesse molde é "why": "why to go" não existe em inglês, porque perguntas com "why" sempre pedem uma oração completa, com sujeito e verbo conjugado, nunca o infinitivo puro colado. Esse tipo de construção comprimida também aparece catalogado no mesmo guia da Purdue OWL sobre infinitivos, como uma extensão natural do uso de objeto direto já visto antes. Se você quiser revisar os modais que ficam escondidos por trás dessa estrutura comprimida, o post sobre modal verbs em inglês da Comigo mostra o quadro completo de "should", "could" e companhia por extenso.
Verbos que mudam de sentido: gerúndio ou infinitivo
Existe um grupo pequeno, mas traiçoeiro, de verbos que aceitam tanto gerúndio quanto infinitivo depois deles, só que com um detalhe importante: o sentido muda dependendo de qual dos dois você escolhe. Esse é provavelmente o ponto mais avançado deste guia, e também um dos que mais gera confusão em provas e conversas, então vamos direto aos exemplos.
"Stop" com gerúndio significa parar de fazer algo que já estava acontecendo: "I stopped smoking" (eu parei de fumar, ou seja, deixei o hábito). "Stop" com infinitivo significa parar uma ação para fazer outra coisa: "I stopped to smoke" (eu parei o que estava fazendo para fumar um cigarro). São dois cenários completamente diferentes na vida real, e a única pista gramatical que diferencia um do outro é o gerúndio contra o infinitivo.
"Remember" segue uma lógica parecida. Com gerúndio, ele lembra de algo que já aconteceu: "I remember meeting her at the conference" (eu lembro de tê-la conhecido na conferência, um fato do passado). Com infinitivo, ele lembra de fazer algo que ainda precisa ser feito: "I remembered to lock the door" (eu me lembrei de trancar a porta, uma tarefa cumprida a tempo). "Forget" espelha exatamente o mesmo padrão ao contrário: "I'll never forget seeing that sunset" (nunca vou esquecer de ter visto aquele pôr do sol, memória) contra "Don't forget to call your mother" (não esqueça de ligar para sua mãe, tarefa).
"Try" também muda de sentido, embora de um jeito mais sutil. Com gerúndio, "try" sugere um experimento, testar algo para ver o resultado: "Try turning it off and on again" (tenta desligar e ligar de novo, como um teste). Com infinitivo, "try" sugere esforço genuíno para conseguir algo difícil: "I tried to open the jar, but it was too tight" (eu tentei abrir o pote, mas estava muito apertado, um esforço real, possivelmente sem sucesso). A mesma referência de gramática da Cambridge Dictionary sobre verbos seguidos de -ing ou to-infinitive destaca "try" como um dos casos onde a troca de forma muda a nuance, não o sentido central, diferente de "stop", onde a mudança é bem mais drástica.
"Regret" muda de forma parecida com "remember": gerúndio olha para o passado, infinitivo é mais formal e anuncia uma má notícia no presente. "I regret telling him the truth" (eu me arrependo de ter contado a verdade a ele) contra "I regret to inform you that your flight was cancelled" (lamento informar que seu voo foi cancelado, um uso formal e educado).
"Mean" também alterna sentido por completo. Com gerúndio, significa "implicar", uma consequência inevitável: "Taking this job means moving to another city" (aceitar esse emprego significa se mudar para outra cidade). Com infinitivo, significa "pretender", uma intenção pessoal: "I meant to call you yesterday, but I forgot" (eu pretendia te ligar ontem, mas esqueci). A mesma página de gramática da Cambridge Dictionary sobre verbos seguidos de -ing ou to-infinitive agrupa "regret" e "mean" na categoria de verbos onde a escolha entre gerúndio e infinitivo é mais uma questão de registro, formal contra pessoal, do que de sentido completamente oposto, um detalhe fino que vale destacar.
Por fim, "go on" também alterna: com gerúndio, significa continuar fazendo a mesma coisa: "She went on talking for another hour" (ela continuou falando por mais uma hora). Com infinitivo, significa passar para uma etapa nova, diferente da anterior: "He finished his speech and went on to answer questions" (ele terminou o discurso e passou a responder perguntas).
| Verbo | Com gerúndio | Com infinitivo |
|---|---|---|
| stop | I stopped eating meat. (parei o hábito) | I stopped to eat something. (parei para comer) |
| remember | I remember locking the door. (lembro de já ter feito) | I remembered to lock the door. (lembrei de fazer a tempo) |
| forget | I'll never forget visiting Paris. (memória) | Don't forget to visit your grandmother. (tarefa) |
| try | Try adding more salt. (teste, experimento) | I tried to fix the sink myself. (esforço genuíno) |
| regret | I regret saying that. (arrependimento do passado) | I regret to say the event is cancelled. (aviso formal) |
| mean | This decision means losing money. (implica em) | I meant to text you earlier. (pretendia) |
| go on | He went on complaining for hours. (continuou a mesma ação) | She finished her studies and went on to become a doctor. (passou para etapa nova) |
Essa tabela cobre o essencial para você não travar numa frase comum, mas esse assunto tem camadas suficientes para merecer um mergulho próprio, com mais verbos e mais contexto de uso. A Cambridge Dictionary tem uma referência de gramática sobre verbos seguidos de -ing ou to-infinitive que detalha ainda mais casos, e o post sobre verbos no gerúndio em inglês da Comigo entra fundo justamente nessa comparação entre gerúndio e infinitivo, com exemplos extras e outros verbos que também trocam de sentido. Vale a leitura complementar se esse tópico te interessou.
Vale mencionar também, só para fechar o quadro, que existem verbos que só aceitam gerúndio e nunca infinitivo, como "enjoy". O Oxford Learner's Dictionaries mostra nos exemplos de "enjoy" que a estrutura correta é sempre "enjoy doing something" ("I enjoy reading before bed"), nunca "enjoy to do something". Não existe uma versão de "enjoy" com infinitivo esperando para trocar de sentido; ali a porta do infinitivo simplesmente está fechada. Seguindo essa mesma lógica documentada pelo Oxford Learner's Dictionaries, verbos como "avoid" e "mind" também vivem só do lado do gerúndio, sempre "avoid doing" e "mind doing", nunca a versão com "to" que sua intuição do português talvez peça.
Split infinitive: por que "to boldly go" não é errado
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer que colocar uma palavra entre o "to" e o verbo é errado em inglês. É a famosa regra do "split infinitive", o infinitivo dividido, e a boa notícia é que essa regra, apesar de parecer sagrada em muitos livros de gramática antigos, é bem menos rígida do que parece.
O exemplo mais famoso do mundo é a abertura de Star Trek: "to boldly go where no man has gone before". Veja que "boldly" está encaixado exatamente entre "to" e "go", dividindo o infinitivo em dois pedaços. O artigo da Wikipedia sobre split infinitive usa exatamente esse exemplo de Star Trek, e ele explica algo revelador: a "regra" contra dividir o infinitivo nunca foi uma regra nativa do inglês. Ela nasceu no século dezenove, quando gramáticos tentaram forçar o inglês a seguir os padrões do latim, onde o infinitivo é uma palavra só, e portanto não pode ser "dividido" por definição. Em inglês, "to go" são duas palavras separadas, então "dividir" o infinitivo é gramaticalmente possível, só que alguns puristas decidiram que não devia ser feito, por imitação de uma língua completamente diferente. O mesmo artigo lembra ainda que escritores muito antes do século dezenove já dividiam o infinitivo sem pensar duas vezes, o que reforça que a "regra" nunca refletiu o uso real da língua, só uma preferência de estilo importada bem depois e vendida como se sempre tivesse existido.
O detalhe curioso é que, se você reescrever "to boldly go" sem dividir, tanto "to go boldly" quanto "boldly to go" soam estranhos ou mudam levemente o ritmo e a ênfase da frase. O split infinitive, nesse caso, é a versão que flui melhor ao ouvido, e é exatamente por isso que os roteiristas escolheram aquela ordem.
Style guides modernos já abandonaram a rigidez em torno disso. O MLA Style Center confirma que dividir o infinitivo é aceitável no inglês moderno quando isso melhora a clareza ou o ritmo da frase, e o Chicago Manual of Style segue a mesma linha, tratando o split infinitive como uma ferramenta de estilo legítima, não como um erro a ser corrigido automaticamente. O mesmo posicionamento do MLA Style Center sobre split infinitives recomenda julgar cada frase pelo ritmo e pela clareza que ela produz, não por uma proibição automática decorada de cor. Frases como "I want to really understand this" ou "you need to fully commit to it" são split infinitives comuns no inglês falado do dia a dia, e ninguém vai te corrigir por usá-las numa conversa normal. Pode usar sem medo: você não vai soar errado, vai soar natural. É essa mesma conclusão prática que o Merriam-Webster's Dictionary of English Usage, citado na própria Wikipedia, deixa no ar: a objeção ao split infinitive nunca teve uma base racional, é opção de estilo e de ritmo, nunca erro de gramática.
Erros mais comuns de brasileiros com o infinitivo
Depois de ver as regras isoladas, vale juntar num só lugar os deslizes que aparecem com mais frequência entre falantes de português aprendendo inglês. Reconhecer o padrão do próprio erro é meio caminho andado para corrigir de vez. O próprio guia da Grammarly sobre infinitivos lista esse tipo de deslize, confundir bare e full infinitive, como um dos erros mais comuns entre alunos de inglês como segunda língua ao redor do mundo, não só entre brasileiros.
O primeiro erro, já mencionado, é colocar "to" depois de um modal verb. "She can to speak English" em vez de "she can speak English". Isso nasce da tradução mental de "ela pode falar", onde "falar" soa como um infinitivo completo em português e arrasta o cérebro na direção errada em inglês.
O segundo erro é tentar conjugar o infinitivo como se ele fosse um verbo comum em português, adicionando terminações que não existem em inglês. "To goes", "to going", "he to speak" são formas que nunca existem: o infinitivo completo é sempre "to" mais a forma base, ponto final, sem flexão nenhuma. É o espelho oposto do erro de esquecer o "-s" da terceira pessoa do singular no presente simples, que você pode revisar no post sobre terceira pessoa do singular em inglês da Comigo se ainda travar em "he go" versus "he goes".
O terceiro erro é esquecer o "to" depois de verbos que exigem infinitivo completo. "I want go home" em vez de "I want to go home", ou "she decided call him" em vez de "she decided to call him". Esse erro costuma acontecer mais na fala rápida, quando o cérebro já processou o verbo principal e esquece de encaixar o conector antes do segundo verbo.
O quarto erro é confundir "for + gerúndio" com "to + infinitivo" quando o assunto é propósito, como já mostrado na seção sobre infinitivo de propósito. "I went there for buy bread" em vez de "I went there to buy bread". A regra de bolso para nunca mais errar: quando você está explicando por que alguém fez algo, uma ação de propósito, use "to" mais o verbo. Reserve "for" mais gerúndio para explicar a função geral de um objeto ou situação. Se esse par ainda te confunde, vale revisitar o post sobre preposições em inglês da Comigo, que separa "for" de outras preposições de propósito com mais exemplos.
O quinto erro, mais sutil e específico de quem vem do português, é tentar aplicar o "infinitivo pessoal" da nossa língua ao inglês. Em português, em certas construções, o infinitivo concorda com o sujeito: "é importante nós chegarmos cedo", onde "chegarmos" ganha uma terminação que combina com "nós". O inglês não tem nada parecido, o infinitivo é sempre, sempre invariável, não importa quem seja o sujeito da frase: "It's important for us to arrive early" usa exatamente a mesma forma "to arrive" que usaria com qualquer outro sujeito. Tentar flexionar o infinitivo em inglês por hábito do português é um erro raro de se notar conscientemente, mas comum de acontecer na cabeça de quem está processando a frase rápido demais e emprestando uma regra portuguesa que simplesmente não existe do outro lado.
| Errado | Correto | Por quê |
|---|---|---|
| She can to speak English. | She can speak English. | Modal verb pede infinitivo nulo, sem to. |
| I want go home. | I want to go home. | "Want" exige infinitivo completo com to. |
| He made her to apologize. | He made her apologize. | Causativo "make" pede infinitivo nulo. |
| I went there for buy bread. | I went there to buy bread. | Propósito usa to, não for + gerúndio. |
| To goes there is dangerous. | To go there is dangerous. | O infinitivo nunca conjuga depois do to. |
Pratique: complete a frase certa
Antes de fechar, vale um exercício rápido para testar se as regras já colaram. Como o artigo da Kaplan International sobre infinitivo completo e infinitivo nulo resume bem, a escolha entre os dois não é sobre gosto ou clareza, é sobre memorizar qual gatilho gramatical está na frente do verbo. Veja as frases abaixo, decida se falta ou sobra um "to", e confira a explicação embaixo de cada uma.
"She ___ (can / can to) drive a manual car." A resposta certa é "can drive", sem "to", porque "can" é modal verb e modal verb sempre pede infinitivo nulo.
"They decided ___ (move / to move) to another country." A resposta certa é "to move", porque "decide" está na lista de verbos que exigem infinitivo completo, junto com "want", "hope" e "plan".
"I saw him ___ (to leave / leave) the building in a hurry." A resposta certa é "leave", sem "to", porque depois de verbo de percepção mais objeto o infinitivo fica nulo.
"You'd better ___ (to call / call) her before it's too late." A resposta certa é "call", sem "to", porque "had better" é um dos gatilhos fixos de infinitivo nulo, junto com "would rather".
"Her plan is ___ (save / to save) enough money to travel next year." A resposta certa é "to save", porque depois de "be" completando o sujeito, o infinitivo completo é a estrutura padrão.
Se você acertou todas de primeira, ótimo sinal. Se travou em alguma, não é motivo de alarme: essas regras exigem repetição em contexto real para virarem automáticas, não só leitura de tabela.

Da regra para a fala: onde o infinitivo realmente se fixa
Tudo que você leu até aqui explica o mecanismo do infinitivo em inglês: quando usar "to", quando não usar, quais verbos mudam de sentido, e por que dividir o infinitivo não é pecado gramatical. Mas existe uma diferença enorme entre entender uma regra na teoria e produzir ela certa, no tempo certo, no meio de uma frase falada em voz alta, sob a pressão real de uma conversa. Ler sobre "can" mais infinitivo nulo é fácil. Não gaguejar "she can... to... no, she can speak" quando você está realmente conversando com alguém é outra história, e é aí que a maioria das pessoas trava, mesmo depois de estudar a regra dez vezes.
Essa diferença entre reconhecer e produzir é exatamente o motivo pelo qual estudo silencioso de gramática, sozinho, sem falar em voz alta, raramente resolve esse tipo de travamento. Seu cérebro precisa praticar a musculatura da fala, não só a memória visual da regra. É por isso que o Comigo foi desenhado em torno de falar alto desde a primeira lição, não em torno de mais uma lista de exercícios escritos: você ouve o Capy fazer uma pergunta, responde em voz alta, e recebe feedback palavra por palavra ali na hora, no ritmo de uma conversa de verdade, junto com jogos e prática com amigos para manter a consistência. Se você já entendeu a teoria do infinitivo neste post e quer o próximo passo, que é produzir essas frases sem travar, dá para começar a treinar agora mesmo no Comigo.
Vale lembrar também que o infinitivo não vive isolado dentro da gramática inglesa. Ele aparece encaixado dentro de orações condicionais, como "will" ou "would" mais o infinitivo nulo do verbo principal, algo que o post sobre orações condicionais em inglês da Comigo detalha com mais profundidade. Ele também é o ponto de partida de toda tabela de conjugação verbal, já que qualquer tabela de verbos em inglês organizada por tempo verbal começa justamente pela forma base, que é o mesmo verbo usado no infinitivo sem o "to". E se você chegou até aqui pensando nos verbos irregulares que aparecem em quase todo exemplo deste post, como "go", "see" e "make", a lista de verbos irregulares em inglês da Comigo é um bom próximo passo, já que o infinitivo é exatamente a coluna de onde essas tabelas de irregulares partem. Para o par gerúndio e infinitivo que muda de sentido, aquele grupo de "stop", "remember" e "try", vale voltar sempre que precisar ao post sobre verbos no gerúndio em inglês da Comigo, que aprofunda essa comparação com ainda mais exemplos.
No fim das contas, o infinitivo em inglês não é complicado por ter muitas regras. É complicado porque as regras são invisíveis até você aprender a procurar por elas, e porque o português te ensinou instintos que, nesse ponto específico, jogam contra você. Agora que os instintos certos estão no papel, o trabalho que falta é treinar eles em voz alta até virarem automáticos.
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