
Você já parou no meio de uma frase, travado, sem saber se era "in", "on" ou "at"? Isso acontece com quase todo mundo que aprende inglês depois de crescer falando português. As preposições em inglês parecem pequenas demais para dar tanto trabalho, mas são justamente essas palavrinhas curtas que travam a fala de gente que já conhece centenas de palavras no idioma. O motivo é simples: preposição não se traduz, se aprende par a par. Em português você "depende de" alguém, em inglês você "depend on" essa pessoa. Você é "casado com" alguém, mas em inglês vira "married to". Tentar traduzir preposição ao pé da letra é como montar um quebra-cabeça usando a imagem errada na caixa: as peças até encaixam, mas o desenho final sai torto. Este guia cobre as preposições em inglês do começo ao fim: lugar, tempo, movimento, posse, os verbos e adjetivos que pedem uma preposição fixa, os erros mais comuns de brasileiros, as expressões prontas e até aquela pergunta clássica sobre terminar frase com preposição. No fim você também vai entender por que decorar regra sozinha não resolve, e o que de fato ajuda a gravar essas palavras pequenas na memória.
O que são preposições e por que elas existem
Preposição é uma palavra pequena que mostra a relação entre outras duas palavras numa frase. Ela conecta um substantivo, um pronome ou uma frase a outra parte da oração e explica lugar, tempo, direção, posse ou quem fez o quê. "The book is on the table" mostra lugar. "I'll call you at five" mostra tempo. "She walked into the room" mostra direção. "This is the car of my brother" (ou, de forma mais natural, "my brother's car") mostra posse. "The cake was made by my mother" mostra quem fez a ação. Sem essas palavrinhas, uma frase vira um amontoado de substantivos soltos, sem nenhuma conexão lógica entre eles. O problema para quem fala português é que a lógica interna de cada preposição em inglês raramente bate com a lógica da preposição equivalente em português. A Cambridge Dictionary tem uma seção só sobre prepositions que resume bem essa função de conectar palavras e mostrar relação, e vale a leitura para quem quer entender a gramática por trás, não só decorar exemplos soltos. Antes de seguir, se você ainda tem dúvida sobre quando usar "a" ou "an", vale revisar quando usar a ou an em inglês, porque artigos e preposições costumam aparecer juntos nas mesmas frases.
Vale separar dois grupos logo de início, porque o resto deste guia segue essa divisão. Existem as preposições que descrevem o mundo físico: onde uma coisa está, para onde ela vai, quando algo acontece. E existem as preposições que grudam num verbo ou num adjetivo específico, sem nenhuma relação de espaço ou tempo, só porque a língua inglesa decidiu que é assim que aquele par funciona. O primeiro grupo tem lógica, dá para explicar com desenho, com cena, com imagem mental. O segundo grupo não tem lógica nenhuma que resista a uma pergunta de "por quê", e é exatamente aí que mora a maior parte da dificuldade de quem fala português.
Preposições de lugar: in, on, at
A lógica por trás de "in", "on" e "at" para lugar é mais visual do que gramatical. Pense em três imagens: um recipiente fechado, uma superfície plana e um ponto num mapa. "In" é usado quando algo está dentro de um espaço com limites, como uma caixa, uma cidade ou um país: "the keys are in the drawer". "On" é usado quando algo está sobre uma superfície, encostado nela: "the keys are on the table". "At" é usado quando você trata o lugar como um ponto específico, sem se importar com o tamanho real dele: "I'll meet you at the entrance". Essa distinção entre recipiente, superfície e ponto ajuda em boa parte dos casos, mas o inglês também tem uma pilha de exceções que só se aprendem com uso, como "at night", "in the corner", "on the corner", "in bed" e "at home". A Purdue OWL tem um guia detalhado sobre to, on e in, bom para revisar depois de ler a tabela abaixo.
| Frase em inglês | Tradução | Quando usar |
|---|---|---|
| The cat is in the box | O gato está dentro da caixa | Espaço fechado, com limites, como um recipiente |
| She lives in São Paulo | Ela mora em São Paulo | Cidades, estados, países, áreas grandes |
| The picture is on the wall | O quadro está na parede | Objeto encostado numa superfície |
| There's a stain on the shirt | Tem uma mancha na camisa | Superfície de um objeto |
| Wait for me at the bus stop | Me espere no ponto de ônibus | Lugar tratado como ponto específico |
| I'm at work right now | Estou no trabalho agora | Ponto de referência, não o prédio em si |
| She's at home today | Ela está em casa hoje | Exceção: "at home", não "in home" |
| The kids are in bed | As crianças estão na cama, dormindo | Exceção: "in bed", não "on bed" |
| Put the sofa in the corner | Coloque o sofá no canto | Exceção: "in the corner" de um cômodo |
| Turn left on the corner | Vire à esquerda na esquina | Exceção: "on the corner" de uma rua |
| Owls hunt at night | Corujas caçam à noite | Exceção: "at night", não "in night" |
Repare como a mesma palavra em português, "em", vira três preposições diferentes em inglês dependendo do contexto. Isso fica ainda mais claro quando você pensa numa casa de verdade: os móveis ficam "in" cada cômodo, os quadros ficam "on" cada parede, e você marca de encontrar alguém "at" a porta de entrada. Se esse tipo de vocabulário de ambiente doméstico ainda for meio confuso, dá para revisar partes da casa em inglês e treinar essas preposições dentro de um cenário real. O mesmo vale para quem está organizando a mochila da escola: os materiais ficam "in" a mochila, mas "on" a mesa, como mostra o guia de objetos da escola em inglês. A EF English Live também tem um artigo direto sobre como usar in, at e on, com mais exemplos de lugar e tempo lado a lado.
Um jeito simples de testar se você entendeu a lógica é pensar no tamanho do espaço que a preposição está descrevendo. Um país é grande demais para ser um ponto, então usa "in": "in Brazil". Uma mesa é uma superfície, então usa "on": "on the desk". Uma porta específica, um cruzamento, um endereço marcado no mapa, viram um ponto, então usam "at": "at the door", "at the corner", "at 25 Oak Street". Quando a dúvida bater, volte para essa pergunta simples: isso é um espaço fechado, uma superfície ou um ponto? Na maioria das vezes a resposta certa aparece sozinha.

Preposições de tempo: in, on, at
A mesma lógica visual de lugar se transforma numa lógica de tamanho quando o assunto é tempo. "In" é usado para períodos longos: meses, anos, estações e décadas, como "in July", "in 2026", "in the winter". "On" é usado para dias e datas específicas: "on Monday", "on my birthday", "on July 21st". "At" é usado para horários exatos e algumas expressões fixas de tempo, como "at 5 pm", "at night" e "at the weekend" (no inglês britânico) ou "on the weekend" (no inglês americano). Pense numa régua do tempo: quanto maior o período, mais chance de usar "in"; quanto mais a expressão vira um "dia marcado no calendário", mais chance de usar "on"; quanto mais a ideia for um ponto exato no relógio, mais chance de usar "at". O Toda Matéria tem uma explicação simples sobre prepositions of time, boa para revisar o básico antes de avançar para os casos mais específicos.
| Expressão | Tradução | Regra |
|---|---|---|
| in April | em abril | Meses |
| in 2027 | em 2027 | Anos |
| in the summer | no verão | Estações do ano |
| in the morning | de manhã | Períodos do dia (exceto night) |
| on Friday | na sexta-feira | Dias da semana |
| on May 3rd | no dia 3 de maio | Datas específicas |
| on my wedding day | no dia do meu casamento | Dias marcantes específicos |
| at 8 o'clock | às 8 horas | Horários exatos |
| at night | à noite | Exceção fixa |
| at the weekend | no fim de semana (britânico) | Exceção fixa |
| at Christmas | no Natal | Feriados curtos, tratados como ponto |
Vale notar que "at Christmas" foge da lógica de "período longo = in" porque o feriado é tratado como um ponto no calendário, não como uma estação inteira. O Grammar Quizzes tem uma bateria de exercícios sobre prepositional phrases para fixar esses casos. Se datas e meses ainda travam sua fala, os guias de datas em inglês de 1 a 31 e nomes dos meses em inglês ajudam a montar frases completas de tempo, já combinando vocabulário com a preposição certa, seja falando de estações do ano, feriados ou compromissos marcados.
Uma forma prática de guardar essa regra é imaginar um funil. No topo do funil ficam os períodos enormes, como o ano inteiro ou uma estação, e ali quase sempre cabe "in". No meio do funil ficam os dias marcados no calendário, um Natal, uma sexta-feira, uma data de aniversário, e ali entra "on". Na ponta mais fina do funil fica o momento exato, o ponteiro do relógio parado numa hora certa, e ali entra "at". Quanto mais você repete essa imagem enquanto fala, mais rápido a escolha certa sai da boca sem esforço.

Preposições de movimento e direção
Enquanto "in, on, at" descrevem posição parada, um grupo bem maior de preposições descreve movimento: para onde algo vai, de onde sai, por onde passa. "To" indica destino: "she's going to the airport". "Into" indica entrar em algo, cruzando um limite: "he walked into the kitchen". "Onto" indica subir em cima de algo em movimento: "the cat jumped onto the shelf". "Out of" indica sair de dentro de algo: "she got out of the car". "Through" indica atravessar por dentro: "we drove through the tunnel". "Across" indica atravessar de um lado a outro de uma superfície: "they swam across the lake". "Along" indica seguir ao longo de uma linha: "we walked along the beach". "Around" indica contornar: "she ran around the block". "Up" e "down" indicam subir e descer: "he climbed up the stairs", "she walked down the hill". "Over" e "under" indicam por cima e por baixo: "the plane flew over the mountains", "the cat hid under the bed". A Purdue OWL tem um material específico sobre prepositions of direction, voltado para estudantes que não são falantes nativos de inglês.
| Frase em inglês | Tradução | Cena que ilustra o uso |
|---|---|---|
| She's flying to Lisbon | Ela está voando para Lisboa | Uma mala rolando até o portão de embarque |
| He ran into the room | Ele entrou correndo no quarto | Alguém cruzando a porta às pressas |
| The dog jumped onto the couch | O cachorro pulou em cima do sofá | Um salto que termina em cima de algo |
| They got out of the taxi | Eles saíram do táxi | Uma porta de carro se abrindo na calçada |
| The train went through the tunnel | O trem passou pelo túnel | Um túnel escuro com luz do outro lado |
| We walked across the bridge | Nós atravessamos a ponte a pé | Duas margens de um rio ligadas por uma ponte |
| She jogged along the river | Ela correu ao longo do rio | Uma trilha que segue a margem da água |
| The kids ran around the tree | As crianças correram ao redor da árvore | Um círculo fechado ao redor de um ponto fixo |
| He climbed up the ladder | Ele subiu na escada | Degraus levando para cima |
| She walked down the stairs | Ela desceu as escadas | Degraus levando para baixo |
| The bird flew over the fence | O pássaro voou por cima da cerca | Uma cerca baixa vista de cima |
| The cat slept under the table | O gato dormiu debaixo da mesa | Um espaço escondido embaixo de um móvel |

Esse grupo de preposições rende cenas bem visuais, e é justamente isso que ajuda a memorizar: imagine uma mala de viagem passando por cada uma dessas situações num aeroporto, entrando pela porta de embarque, saindo do táxi, atravessando o saguão. O Toda Matéria tem uma lista completa de prepositions of movement com exercícios, boa para quando duas preposições parecidas te deixam em dúvida. Se você estiver planejando uma viagem de verdade, vale revisar nome dos países em inglês para já treinar "to" e "from" com destinos reais, e também nome de roupas em inglês, porque "put on" e "take off" (vestir e tirar roupa) usam a mesma lógica de movimento das preposições dessa seção.
Duas confusões aparecem sempre nesse grupo. A primeira é "in" contra "into": "the cat is in the box" descreve posição parada, o gato já está dentro, mas "the cat jumped into the box" descreve o movimento de entrar. A segunda é "on" contra "onto": "the book is on the table" descreve posição parada, mas "the book fell onto the floor" descreve o movimento de cair em cima de algo. Sempre que o verbo envolver ação, deslocamento, alguma coisa saindo de um lugar e indo para outro, a versão de movimento (into, onto) tende a soar mais natural do que a versão parada (in, on), embora o inglês falado aceite as duas em bastante contexto informal.
Falando nisso, esse é um bom momento para parar de só ler exemplo atrás de exemplo e testar se você realmente entendeu a diferença entre "into" e "onto" na prática, dizendo em voz alta, não só reconhecendo no papel. O Comigo trabalha exatamente esse tipo de situação: você recebe uma cena, fala a frase completa em voz alta e recebe feedback palavra por palavra na hora, em vez de só marcar a alternativa certa numa lista de exercícios silenciosos.
Preposições de origem, posse, agente e instrumento
Um segundo grupo de preposições não descreve espaço nem tempo, mas relação: de onde algo veio, de quem é, quem fez e com que ferramenta. "From" indica origem: "she's from Brazil", "this letter is from my grandmother". "Of" indica posse ou relação entre duas coisas, geralmente formal: "the capital of France", "a friend of mine". Vale lembrar que, no dia a dia, o inglês costuma preferir o genitivo com apóstrofo para posse simples ("my brother's car") e deixa "of" mais para relações abstratas ou formais ("the roof of the house" também existe, mas "the house's roof" soa menos natural). "By" indica quem fez a ação numa frase na voz passiva, ou o meio de transporte: "the song was written by her", "we traveled by train". "With" indica o instrumento usado ou companhia: "she cut the paper with scissors", "I went to the party with my sister". A Cambridge Dictionary tem uma seção específica sobre nouns and prepositions que mostra como esse tipo de combinação funciona também com substantivos, não só com verbos.
| Frase em inglês | Tradução | Função da preposição |
|---|---|---|
| I'm from Recife | Eu sou de Recife | Origem, lugar de onde alguém vem |
| This gift is from my aunt | Esse presente é da minha tia | Origem, quem enviou algo |
| The queen of England | A rainha da Inglaterra | Posse ou relação formal |
| A friend of mine | Um amigo meu | Posse indireta |
| The book was written by Machado de Assis | O livro foi escrito por Machado de Assis | Agente da ação, voz passiva |
| We arrived by bus | Nós chegamos de ônibus | Meio de transporte |
| She painted the wall with a roller | Ela pintou a parede com um rolo | Instrumento usado |
| I did it with my brother | Eu fiz isso com meu irmão | Companhia |
Esse grupo aparece o tempo todo em frases sobre família e relações pessoais, e é um bom momento para revisar como se fala família em inglês e português, já que expressões como "a cousin of mine" ou "my mother's sister" combinam vocabulário de parentesco com essas preposições de posse. A própria Cambridge tem um guia separado sobre prepositional phrases que ajuda a enxergar esses blocos inteiros, não só a preposição isolada, o que facilita bastante na hora de montar frases mais longas.
Verbos que pedem preposição fixa
Aqui mora um dos maiores motivos de trava na fala de brasileiros: verbos em inglês que exigem uma preposição específica, sem nenhuma lógica que você consiga deduzir a partir do português. Esses pares se chamam "prepositional verbs" e precisam ser memorizados juntos, verbo e preposição como se fossem uma palavra só, do mesmo jeito que você memorizaria uma palavra nova de vocabulário. Não adianta tentar traduzir "depender de" e chegar em "depend of": o certo é "depend on". Não adianta traduzir "esperar por" e imaginar "wait by": o certo é "wait for". A English Alex reuniu uma lista longa de 100 verbos com preposição e exemplos de uso, boa para quem quer ir além da lista básica abaixo.
| Verbo | Preposição | Exemplo |
|---|---|---|
| depend | on | I depend on my parents for support |
| believe | in | She believes in second chances |
| listen | to | We listened to the whole album |
| wait | for | He's waiting for the bus |
| apply | for | I applied for the job last week |
| look | for | She's looking for her keys |
| agree | with | I agree with your point |
| arrive | at / in | We arrived at the station, they arrived in Portugal |
| complain | about | He complained about the noise |
| worry | about | Don't worry about the exam |
| insist | on | She insisted on paying the bill |
| think | about / of | I'm thinking about moving abroad |
| care | about | I really care about this project |
| deal | with | We need to deal with this issue |
| consist | of | The team consists of six people |
Repare que "arrive" muda de preposição dependendo se o destino é visto como um ponto ("at the station") ou como uma área maior ("in Portugal"), a mesma lógica de recipiente e ponto que apareceu lá na seção de lugar. Já que o assunto aqui é verbo, vale reforçar a base com lista de verbos irregulares em inglês e verbos de ação em inglês, porque boa parte dos prepositional verbs também aparece nesses dois grupos.
Repare também que um mesmo verbo pode mudar de sentido inteiro dependendo da preposição que vem depois dele. "Look for" é procurar algo que sumiu: "I'm looking for my wallet". "Look at" é olhar na direção de algo: "look at that sunset". "Look after" é cuidar de alguém ou de algo: "she looks after her little brother". As três frases usam o mesmo verbo, "look", mas cada preposição muda completamente o que está sendo dito. Isso mostra por que não dá para aprender "look" sozinho: você precisa aprender o bloco inteiro, verbo mais preposição, como se fosse uma palavra composta.

Adjetivos que pedem preposição fixa
O mesmo problema se repete com adjetivos: alguns exigem uma preposição fixa que não tem lógica óbvia vinda do português, e a única saída real é memorizar o par inteiro. "Interessado em" vira "interested in", nunca "interested on". "Casado com" vira "married to", nunca "married with". "Com medo de" vira "afraid of". "Bom em" vira "good at", e "ruim em" vira "bad at". O My English Grammar tem uma lista extensa de adjective + preposition com dezenas de combinações.
| Adjetivo | Preposição | Exemplo |
|---|---|---|
| interested | in | I'm interested in learning Spanish next |
| married | to | She's been married to him for ten years |
| afraid | of | He's afraid of spiders |
| good | at | You're really good at drawing |
| bad | at | I'm terrible at math |
| tired | of | I'm tired of waiting in line |
| proud | of | We're proud of our team |
| worried | about | She's worried about the exam |
| famous | for | This city is famous for its food |
| similar | to | Your accent is similar to hers |
| different | from | This version is different from the original |
| angry | with | He's angry with his brother |
| satisfied | with | I'm satisfied with the result |
| capable | of | She's capable of doing much more |
A Espresso English fez um resumo prático de adjective preposition combinations, com áudio incluído para treinar a pronúncia junto com o par certo. Se esse tipo de lista te deixa curioso para expandir o vocabulário de adjetivos em geral, o guia de lista de adjetivos em inglês traz muito mais exemplos para combinar com essas preposições fixas.
Um detalhe que ajuda bastante: muitos desses adjetivos vêm de verbos parecidos, e a preposição costuma se manter a mesma nos dois casos. "Interested in" acompanha "interest in" (o interesse em alguma coisa). "Married to" acompanha "marry" sem preposição na forma verbal direta, mas o substantivo "marriage to someone" mantém o "to". "Worried about" acompanha "worry about" tal e qual, o mesmo par que já apareceu na lista de verbos. Perceber essas famílias de palavras que compartilham preposição reduz o tanto de coisa nova para memorizar, porque um par aprendido direito já destrava dois ou três primos parecidos.
Erros mais comuns de brasileiros com preposições em inglês
A maioria dos erros de preposição que brasileiros cometem vem do mesmo lugar: tentar aplicar a preposição do português direto na frase em inglês. Funciona às vezes, por coincidência, mas na maioria dos casos produz uma frase que soa estranha ou simplesmente errada para um falante nativo. Veja os erros mais frequentes.
| Erro comum | Forma correta | Por que acontece |
|---|---|---|
| married with | married to | Tradução direta de "casado com" |
| depend of | depend on | Tradução direta de "depender de" |
| interested on | interested in | Confusão com o "on" de outros contextos |
| arrive to | arrive at / in | Tentativa de usar "to" como em "go to" |
| good in | good at | Mistura com a lógica de "in" de lugar |
| afraid from | afraid of | Tradução equivocada, sem correspondência direta |
| discuss about | discuss (sem preposição) | "Discuss" já é transitivo direto em inglês |
Um erro muito comum e sutil é achar que "discuss" precisa de preposição, porque em português você "discute sobre" um assunto. Em inglês, "discuss" já é um verbo transitivo direto: "we discussed the problem", sem "about" no meio. O oposto também acontece: verbos que parecem não precisar de preposição em português, mas exigem uma em inglês, como "listen to music" (você "escuta" música em português, sem preposição, mas em inglês é sempre "listen to"). A Espresso English publicou um PDF gratuito com 105 erros comuns de brasileiros, boa parte deles envolvendo justamente preposição. O Tecla SAP tem um artigo específico sobre preposições em inglês, um dos cantos clássicos de erro para quem fala português. A Eikon Idiomas também reuniu erros de inglês que parecem certos mas não são. A Hashtag Treinamentos tem um resumo direto sobre preposições em inglês voltado para quem está começando do zero. Vale a pena reforçar aqui: memorizar regra pura raramente resolve esse tipo de erro, porque a mente volta no automático para a lógica do português na hora da fala espontânea. O que resolve é repetir o par certo, verbo ou adjetivo junto com a preposição, tantas vezes que ele vire automático, do mesmo jeito que aconteceu com os conectivos em inglês depois de uso repetido.
Outro erro clássico é a ordem invertida em perguntas: um brasileiro aprendendo inglês às vezes tenta encaixar a preposição no meio da pergunta, como faria em português, e produz algo como "with who did you go?" quando o natural seria "who did you go with?". Não é exatamente errado colocar a preposição na frente, é apenas mais formal e menos comum na fala do dia a dia. Vale ainda o erro de trocar "since" por "for" ao falar de duração: "I live here since five years" soa estranho para um nativo, porque "since" marca um ponto no tempo ("since 2020") e "for" marca uma duração ("for five years"). São dois erros pequenos, quase invisíveis no papel, mas que saltam aos ouvidos de quem já fala a língua.

Expressões fixas com preposições
Além de verbos e adjetivos, o inglês tem uma quantidade grande de expressões prontas que usam preposição de um jeito fixo, sem variação. Essas expressões não seguem regra nenhuma, funcionam como blocos inteiros que você aprende de uma vez só.
| Expressão | Tradução | Exemplo de uso |
|---|---|---|
| on time | pontual, no horário certo | The train arrived on time |
| in time | a tempo, antes que fosse tarde | We got there just in time |
| by chance | por acaso | I met her by chance at the airport |
| at least | pelo menos | It costs at least fifty dollars |
| in fact | na verdade | In fact, I've never been there |
| on purpose | de propósito | She did it on purpose |
| out of order | com defeito, fora de uso | The elevator is out of order |
| under control | sob controle | Don't worry, everything's under control |
| in a hurry | com pressa | Sorry, I'm in a hurry |
| on sale | em promoção | These shoes are on sale |
| by mistake | por engano | I sent the email by mistake |
| in charge of | responsável por | She's in charge of the whole team |
Repare a diferença sutil entre "on time" e "in time": o primeiro fala de pontualidade num horário marcado, o segundo fala de chegar antes que algo aconteça. A Cambridge Dictionary tem uma seção sobre prepositions and particles que ajuda a entender por que essas expressões fixas não seguem a regra normal de lugar e tempo. A Preply também publicou uma lista de expressões idiomáticas de tempo, muitas delas usando preposição. Para treinar esse tipo de expressão em contexto, o Perfect English Grammar tem um exercício de preposition collocations bem direto ao ponto. Se você gosta de coleções maiores de expressões prontas, o guia de expressões em inglês reúne muito mais frases feitas para usar no dia a dia.
Essas expressões costumam ser as primeiras a sumir da memória quando você para de praticar, justamente porque não seguem regra nenhuma: são blocos soltos, sem gancho lógico para se apoiar. Por isso funcionam melhor quando você as encontra dentro de uma frase real, ouvida ou dita em voz alta, e não como item isolado de uma lista para decorar. Um jeito simples de fixar é escolher três expressões da tabela acima e criar uma frase curta sobre a sua própria semana para cada uma delas, dizendo em voz alta como se estivesse contando para um amigo.
Pode terminar uma frase em inglês com preposição?
Pode, sim. Essa é uma das perguntas mais buscadas sobre preposição em inglês, e a resposta curta é que terminar uma frase com preposição é perfeitamente aceitável e comum na língua falada e até na escrita mais informal. "Who did you go with?" e "What are you talking about?" são exemplos naturais, ditos por falantes nativos o tempo todo. A ideia de que isso seria "errado" vem de gramáticos do século dezessete e dezoito que tentaram encaixar as regras do latim dentro do inglês, mesmo sendo línguas com estruturas bem diferentes. Em latim, de fato, não dá para terminar uma frase com preposição, mas essa regra nunca fez sentido real para o inglês. A English Live, da EF, tem um artigo curto que desmonta esse mito da preposição no fim da frase, e a própria Cambridge Dictionary tem uma seção sobre a diferença entre preposições que toca nesse ponto de forma mais técnica. Curiosamente, o português tem uma resistência parecida a terminar frase com preposição, o que talvez explique por que brasileiros acham estranho ouvir "who is this book for?" em vez de reorganizar a frase. Vale lembrar que isso é uma diferença estrutural entre as duas línguas, não um erro do inglês, parecida com outras diferenças que aparecem quando você compara o inglês britânico com o inglês americano em outros pontos de gramática.
Quantas preposições tem o inglês, e quais realmente importa memorizar
O inglês tem mais de cem preposições catalogadas, incluindo formas compostas como "in front of", "next to" e "because of". Isso assusta bastante gente que começa a estudar o assunto. A boa notícia é que um grupo pequeno, entre vinte e trinta preposições, cobre a esmagadora maioria do que você vai ouvir e falar no dia a dia. Esse núcleo inclui: in, on, at, to, from, of, by, with, for, about, into, onto, out of, through, across, along, around, up, down, over, under, between, among, behind, in front of, next to, during e since. Decorar essa lista curta primeiro, com exemplos de frase de verdade, rende muito mais resultado do que tentar engolir as cem de uma vez. A Preply organizou uma lista completa de preposições em inglês, útil como referência quando você já dominar o núcleo básico e quiser expandir aos poucos. Se seu objetivo é revisar outros pontos de gramática enquanto pratica preposição, vale espiar também os guias de superlativo em inglês e passado perfeito em inglês, porque preposições aparecem dentro dessas estruturas o tempo todo, por exemplo em "the best of all" ou "she had never been to Japan before".
Como praticar preposições de verdade, sem decorar regra por regra
Chegou a parte mais importante deste guia, e talvez a mais ignorada por quem estuda inglês sozinho: preposição não se aprende decorando tabela, se aprende ouvindo e falando a mesma combinação centenas de vezes até ela sair automática. Você pode saber de cor a regra de "in, on, at" para lugar e, mesmo assim, travar na hora de falar, porque a regra vive na parte lógica do cérebro e a fala espontânea usa outra parte, mais automática, treinada por repetição. É o mesmo motivo pelo qual você nunca erra "eu vou" em português, mesmo sem saber explicar a regra de conjugação por trás. Ler sobre gramática ajuda a entender o porquê, mas não substitui a prática de dizer a frase certa em voz alta, num contexto real, várias vezes seguidas. É exatamente esse o princípio por trás do Comigo: em vez de só marcar a alternativa certa numa lista de exercícios silenciosos, você fala a frase em voz alta no microfone e recebe feedback palavra por palavra, na hora, mostrando exatamente onde a preposição saiu certa ou errada. O app também tem o Free Speak, uma conversa de voz em tempo real com a Capy, a capivara companheira do Comigo, onde você usa essas preposições numa conversa de verdade, não numa lista isolada. Tem ainda os mini games, como o Capy Crossing e o Word Duel, que transformam essa repetição em algo mais parecido com um jogo do que com estudo forçado.
Se você prefere complementar a prática falada com leitura, o guia de gramática de inglês em PDF reúne material de referência para consulta rápida, e o de exercícios de inglês em PDF traz atividades para praticar por escrito antes de partir para a fala. E se seu objetivo for treinar diálogo de verdade, o exemplo de diálogo em inglês entre duas pessoas mostra como essas preposições aparecem numa conversa natural, do jeito que você vai precisar usar fora da sala de aula. Quem está montando um plano de estudo sozinho pode aproveitar o roteiro para estudar inglês sozinho e encaixar essa prática de preposições dentro de uma rotina maior.

Perguntas frequentes sobre preposições em inglês
Qual a diferença entre preposição e advérbio? Preposição sempre vem seguida de um substantivo, pronome ou frase equivalente, formando um bloco: "she sat on the chair". Advérbio pode aparecer sozinho, sem precisar de complemento: "she sat down". A mesma palavra às vezes funciona como preposição numa frase e como advérbio em outra, dependendo se tem ou não um complemento logo depois.
Uma preposição pode ficar sozinha, sem complemento? Em frases com pergunta ou em orações relativas, sim: "who are you talking to?" deixa a preposição "to" no fim, sem um substantivo colado nela na mesma posição, porque o complemento ("who") já apareceu antes, no começo da frase.
Quais preposições são mais usadas no inglês do dia a dia? As mais frequentes em qualquer levantamento de corpus são "of", "in", "to", "for", "with", "on", "at", "from" e "by", exatamente o núcleo que este guia detalhou nas primeiras seções.
Preposições mudam entre inglês britânico e americano? Mudam em alguns casos pontuais, como "at the weekend" (britânico) contra "on the weekend" (americano), ou "different to" (mais comum no Reino Unido) contra "different from" (mais comum nos Estados Unidos). Para entender mais diferenças assim, vale revisar o guia de inglês britânico.
Existe algum jeito rápido de saber qual preposição usar sem consultar uma lista? Não existe atalho universal, porque boa parte dessas combinações é arbitrária. O caminho mais rápido de verdade é ouvir e repetir frases inteiras, não preposições isoladas, até o par certo virar automático na sua fala.
Crianças aprendem preposição do mesmo jeito que adultos? Crianças tendem a absorver preposição por exposição repetida, quase sem perceber que estão estudando gramática, o que reforça a ideia de que repetição em contexto funciona melhor do que decorar regra. Para atividades práticas nessa linha, o guia de atividades de inglês para crianças traz ideias fáceis de aplicar. A ABA English também tem um material introdutório sobre in, on, at que funciona bem tanto para adultos quanto para uso com crianças mais velhas.
Preposição de tempo aparece em outras estruturas de gramática, tipo passado? Aparece bastante, principalmente em frases que marcam quando algo aconteceu: "in 2020", "on Tuesday", "at that moment". A AGBT tem um artigo específico sobre preposição de tempo em inglês caso você queira revisar só essa parte com mais calma.
Depois de aprender inglês, isso ajuda a entender outras línguas? Ajuda bastante, porque uma vez que você entende que preposição é arbitrária e precisa ser memorizada em pares, essa mesma estratégia de estudo serve para qualquer terceira língua que você decidir aprender depois, já que a lógica de "memorizar o par, não a regra" se repete em quase todo idioma.
Vale a pena aprender preposição por escrito antes de falar? Escrever ajuda a enxergar o padrão, mas não substitui a fala. Muita gente escreve a frase certa numa prova e, minutos depois, erra a mesma preposição numa conversa, porque escrever dá tempo para pensar e falar não dá. O ideal é usar a escrita como primeiro passo e a fala em voz alta como o passo que realmente fixa o conhecimento.
Preposição errada muda o sentido da frase ou só soa estranho? Depende do caso. Às vezes muda o sentido por completo, como "I'm looking for my keys" contra "I'm looking at my keys", que descrevem ações bem diferentes. Outras vezes só soa estranho para um nativo, sem quebrar a comunicação, como "arrive to" no lugar de "arrive at". De qualquer forma, vale treinar o par certo, porque mesmo os erros que não travam a comunicação entregam de longe que a frase foi montada por alguém ainda aprendendo.
Considerações finais
Preposição em inglês nunca vai fazer sentido total se você tentar encaixar a lógica do português nela. Faz mais sentido tratá-la como parte do vocabulário: você aprende "depend on" junto, "married to" junto, "afraid of" junto, do mesmo jeito que aprendeu a palavra "table" ou "run". As tabelas deste guia dão o mapa inteiro, de lugar e tempo até verbo, adjetivo e expressão fixa, mas o mapa sozinho não ensina ninguém a andar pela cidade. Isso só acontece andando de verdade, ou, no caso do inglês, falando de verdade. É por isso que o Comigo foca em fazer você falar essas frases em voz alta desde a primeira lição, com feedback imediato e a Capy acompanhando cada tentativa, até que "listen to", "arrive at" e "good at" saiam da sua boca sem você precisar parar para pensar na regra.
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