Intercâmbio em Malta: Preço, Visto e Como Fazer

31 de julho de 2026

Intercâmbio em Malta: Preço, Visto e Como Fazer

R$ 3.400. É quanto um mês de intercâmbio em Malta pode custar, segundo estimativas de 2026 do Fluencypass, somando curso e estrutura básica. Compare com outros destinos europeus de língua inglesa e você entende rápido por que Malta virou a queridinha de quem quer aprender inglês gastando menos. Mas o preço baixo esconde uma pegadinha que quase ninguém explica antes de fechar a viagem: diferente da Irlanda, Malta não tem um "Work and Study" fácil desde o primeiro dia. Trabalhar lá dentro exige um curso de pelo menos 90 dias numa escola licenciada pelo ELT Council e um empregador disposto a patrocinar sua permissão junto à Jobsplus, a agência de emprego do país. Este guia sobre intercâmbio em Malta cobre tudo: quanto custa por duração, o visto (ou a ausência dele, até 90 dias), as regras reais de trabalho, os bairros mais procurados, a melhor época para ir e um passo a passo completo para você não ser pego de surpresa no meio do processo.

O que é um intercâmbio para Malta

Malta recebe estudantes de inglês há décadas, e a oferta se divide em três formatos principais. Se você ainda não sabe exatamente o que diferencia um intercâmbio de uma simples viagem de férias com aula, vale conferir primeiro este guia sobre o que é intercâmbio, porque a lógica muda bastante de país para país, e Malta tem particularidades que pegam muita gente desprevenida. O Eurodicas também traz um panorama geral de como o país recebe estudantes internacionais, incluindo os formatos mais comuns de curso.

O mais procurado entre adultos é o curso de inglês geral, sem foco em trabalho, oferecido em escolas espalhadas principalmente por St Julian's, Sliema e a região central da ilha. Existem também programas júnior, voltados a adolescentes, geralmente durante as férias escolares europeias, com hospedagem em residência estudantil ou família anfitriã e atividades supervisionadas fora da sala de aula. E há o intercâmbio para adultos de longa duração, de três a seis meses ou mais, que é justamente onde a maioria das dúvidas sobre trabalho aparece.

Tipo de intercâmbioPúblicoDuração típicaPermite trabalhar?
Curso de inglês geralAdultos e jovens adultos2 semanas a 6 mesesSó após 90 dias, com curso de 90+ dias em escola ELT Council e patrocínio via Jobsplus
Programa júnior/teenAdolescentes2 a 4 semanas (férias escolares)Não
Intercâmbio para adultos de longa duraçãoAdultos, geralmente 18+3 a 6 meses ou maisPossível, mas limitado e nunca garantido

Aqui está o ponto que mais confunde quem já pesquisou a Irlanda antes de olhar para Malta: a lógica de trabalho é bem diferente. Na Irlanda, o visto Stamp 2 libera trabalho quase automaticamente assim que você se matricula num curso de 25 semanas ou mais. Em Malta, não existe esse atalho. Você só pode considerar trabalhar depois de passar os primeiros 90 dias no país, matriculado numa escola licenciada pelo ELT Council, o conselho que regula o ensino de inglês na ilha, e mesmo assim a permissão depende de um empregador disposto a solicitá-la junto à Jobsplus, a agência de emprego maltesa. Não é o aluno que pede sozinho, é o empregador que aplica em nome dele, segundo a própria Identità, autoridade de imigração de Malta. Trate qualquer promessa de agência de que "dá para trabalhar desde o primeiro mês" com desconfiança, porque simplesmente não é assim que o sistema maltês funciona.

Isso não faz de Malta uma escolha ruim. Significa apenas que você precisa planejar o orçamento assumindo que vai bancar sozinho boa parte da estadia, sem contar com renda extra garantida logo de cara. As próximas seções detalham exatamente como esse processo de trabalho funciona, com números reais de salário mínimo.

Estudante brasileiro chegando com malas em um píer do Mediterrâneo em Malta

Quanto custa um intercâmbio em Malta

Os números variam bastante conforme a fonte, a escola e o que está incluso no pacote, então trate as faixas abaixo como referência de mercado, não preço fechado. Segundo o Fluencypass, em 2026 um mês em Malta, com curso de inglês geral e estrutura básica, sai por cerca de R$ 3.400. Três meses giram em torno de R$ 6.000, e seis meses chegam a aproximadamente R$ 9.000. Um pacote de duas semanas, incluindo curso, seguro viagem e acomodação, fica perto de R$ 5.917, segundo a mesma fonte.

Essas cifras chamam atenção justamente por serem bem mais baixas do que a Irlanda, onde um mês de curso sozinho já passa de R$ 20 mil, como mostra o artigo sobre intercâmbio na Irlanda. Mas cuidado: cada agência inclui coisas diferentes dentro desses valores. Outras fontes brasileiras, como a Eu na Irlanda, a Aprender e Mais, a Egali e a Optima Intercâmbio, publicam guias de custo semelhantes para 2026, cada uma com sua própria forma de calcular o que entra no pacote e o que fica de fora. Antes de comparar dois orçamentos, pergunte exatamente o que está incluso, item por item, porque um pacote "mais barato" pode estar escondendo custos que você vai pagar de qualquer jeito depois.

DuraçãoFaixa de custo estimada (curso + estrutura básica)Fonte
2 semanas~ R$ 5.917 (curso, seguro e acomodação)Fluencypass
1 mês~ R$ 3.400Fluencypass
3 meses~ R$ 6.000Fluencypass
6 meses~ R$ 9.000Fluencypass

Se você quer entender a lógica de custo de intercâmbio de forma mais ampla, antes de fixar o olhar só em Malta, este guia sobre quanto custa um intercâmbio compara variáveis que valem para qualquer país, não só para a ilha mediterrânea. E antes de fechar qualquer pacote, vale ter uma ideia clara do seu nível atual de inglês, porque isso influencia direto quantas semanas de curso você realmente precisa contratar. Um teste rápido de proficiência em inglês ajuda a não pagar por aulas que você não precisa.

Detalhamento dos custos: curso, passagem, seguro, hospedagem, alimentação e transporte

Para não ser surpreendido no meio da viagem, separe o orçamento em blocos, porque cada um tem uma lógica própria de preço, e alguns são obrigatórios por lei, não por escolha. Um mês de curso de inglês geral em Malta custa entre R$ 2.500 e R$ 7.200, a depender do padrão da escola e da carga horária semanal, segundo o Fluencypass. Uma passagem de ida e volta saindo de São Paulo sai, em média, por cerca de R$ 2.700, embora esse valor oscile bastante conforme a época do ano.

ItemFaixa estimadaObservaçãoFonte
Curso de inglês (por mês)R$ 2.500 a R$ 7.200Varia pelo número de horas semanais e padrão da escolaFluencypass
Passagem aérea (ida e volta, São Paulo)~ R$ 2.700Sobe bastante na alta temporadaFluencypass
Seguro viagem obrigatórioCobertura mínima recomendada de EUR 30.000Exigido para o visto Schengen de longa duração, e recomendado mesmo em estadias curtasSeguro Viagem SRV
Hospedagem (quarto compartilhado)R$ 2.000 a R$ 3.500/mêsPreço de apartamento inteiro fica bem mais altoEurodicas / Numbeo
AlimentaçãoR$ 1.000 a R$ 1.500/mêsSupermercado, sem contar restaurantesEurodicas
Transporte localGratuito para residentes com Tallinja CardPasse de transporte público sem custo para quem regulariza a residênciaMalta Public Transport

O seguro merece atenção especial. Segundo o Seguro Viagem SRV, quem pretende ficar mais de 90 dias precisa de uma apólice compatível com as regras do Espaço Schengen, normalmente com cobertura mínima de EUR 30.000 para despesas médicas e repatriação. Sem esse documento, o pedido de Visto Nacional simplesmente não avança.

Na hospedagem, vale cruzar fontes antes de fechar contrato. O Eurodicas traz uma faixa de quarto compartilhado bem mais em conta do que o Numbeo sugere, mas isso tem explicação simples: o Numbeo calcula com base no aluguel de apartamentos inteiros, não em quartos individuais dentro de repúblicas ou apartamentos compartilhados, que é o formato mais comum entre estudantes de intercâmbio. Use o Numbeo como teto de referência, não como o preço que você vai efetivamente pagar.

Um detalhe que pega muita gente de surpresa, e no bom sentido: moradores oficiais de Malta, incluindo estudantes com residência regularizada, têm direito a transporte público gratuito com o Tallinja Card, segundo o site oficial da Malta Public Transport. Isso cobre praticamente todos os ônibus da ilha, que são o principal meio de locomoção, já que Malta não tem metrô nem trem urbano. Para conseguir o cartão, você precisa apresentar comprovante de residência, o que normalmente só acontece depois que o registro de residência estiver formalizado.

Tem ainda um fator que nenhuma tabela de agência controla: o câmbio. Como boa parte dos custos em Malta é cobrada em euro (curso, seguro, comprovação financeira), o valor final em reais sobe ou desce conforme a cotação do dia em que você paga cada parcela. Uma diferença de 10% na cotação do euro ao longo de meses de planejamento, o que não é incomum, pode significar milhares de reais a mais ou a menos no total. Por isso, quem já tem a viagem decidida costuma comprar euros aos poucos, em vez de esperar a data de embarque para converter tudo de uma vez.

Calculadora, moedas de euro e caderno representando o orçamento do intercâmbio em Malta

Malta faz parte da União Europeia e do Espaço Schengen? O que isso muda para o visto

Sim, e isso muda tudo no planejamento. Malta faz parte da União Europeia desde 1º de maio de 2004, entrou no Espaço Schengen em 21 de dezembro de 2007 e adotou o euro como moeda em 2008, segundo a página oficial da União Europeia sobre Malta. As línguas oficiais do país são o maltês e o inglês, um detalhe que volta a aparecer mais adiante, quando o assunto for entender por que Malta é tão procurada por quem quer aprender o idioma.

Na prática, isso significa que Malta segue as mesmas regras de entrada de qualquer outro país Schengen. Brasileiro não precisa de visto para entrar em Malta e ficar até 90 dias dentro de um período de 180 dias, seja turismo, visita a família ou um curso curto de inglês. É a mesma lógica que vale para boa parte da Europa continental, bem diferente do processo dos Estados Unidos, que exige entrevista consular obrigatória antes de qualquer viagem, como detalha o artigo sobre intercâmbio nos EUA.

Vale acompanhar também o ETIAS, a futura autorização eletrônica de viagem que a União Europeia está implementando para visitantes isentos de visto. Segundo o portal oficial do ETIAS, o sistema ainda não exige visto de brasileiros para estadias curtas, apenas uma autorização prévia simples, parecida com o ESTA americano. Fique de olho na data oficial de entrada em vigor antes de comprar passagem, porque prazos desse tipo costumam mudar sem muito aviso.

Antes de embarcar, vale revisar as informações do portal consular do Itamaraty sobre Malta, que traz orientações atualizadas para brasileiros no país, incluindo contato da embaixada em caso de emergência.

Visto Nacional (tipo D) para ficar mais de 90 dias

Os 90 dias de isenção de visto valem para turismo e estadias curtas, mas boa parte dos cursos de três a seis meses ultrapassa esse limite. Nesse caso, você precisa solicitar o Visto Nacional, também chamado de visto tipo D, antes de embarcar. Segundo a Identità, a autoridade de imigração de Malta, esse visto é destinado a quem pretende ficar mais de 90 dias por motivo de estudo, trabalho ou reunião familiar.

A lista de documentos costuma incluir passaporte válido, carta de aceite da escola, comprovante de recursos financeiros suficientes para o período, seguro saúde com cobertura adequada, comprovante de acomodação e certidão de antecedentes criminais. A Identità recomenda dar entrada com bastante antecedência, porque o prazo médio de processamento fica entre 6 e 8 semanas, e atrasos são comuns em períodos de alta demanda, como o início do ano letivo europeu em setembro.

Depois que você chega a Malta com o visto aprovado, o processo não termina no carimbo do passaporte. É preciso agendar o registro de residência, o "residence permit", junto às autoridades locais, dentro de um prazo determinado após a chegada, um passo parecido com o IRP que existe na Irlanda. Sem esse registro, sua permanência legal fica em situação irregular, mesmo com o visto original aprovado. Guarde uma cópia digital de todos os documentos usados no pedido, porque a escola e a imigração local costumam pedir os mesmos papéis de novo nesse segundo passo.

Passaporte e documentos de viagem organizados sobre uma mesa para o pedido de visto

Trabalhar durante o intercâmbio em Malta: as regras reais

Aqui está a parte que mais decepciona quem chegou até este artigo depois de pesquisar a Irlanda. Em Malta, você não pode trabalhar nos primeiros 90 dias de estadia, ponto final, segundo as regras publicadas pela Identità. Não existe atalho, e não existe "trabalho informal tolerado". É uma regra dura mesmo.

Depois desse período, a porta se abre, mas só um pouco. Você precisa estar matriculado num curso de inglês de pelo menos 90 dias numa escola licenciada pelo ELT Council, o conselho que regula o ensino de idiomas em Malta. Mesmo assim, a permissão de trabalho não é automática: quem solicita é o empregador, não o estudante. A empresa que quer te contratar precisa pedir uma licença de emprego junto à Jobsplus, a agência de emprego pública do país, o que na prática significa encontrar alguém disposto a contratar um estudante estrangeiro e esperar a aprovação, antes de sequer começar a trabalhar. Com a permissão liberada, o limite é de até 20 horas semanais.

Um exemplo ajuda a fixar a diferença de expectativa. Imagine a Bianca, que se matricula num curso de 12 semanas numa escola licenciada pelo ELT Council em St Julian's, com o plano de procurar um trabalho parcial assim que completar os primeiros 90 dias. Ela ainda vai precisar encontrar um empregador dentro daquela janela de tempo, esperar a aprovação da Jobsplus e só então começar a trabalhar, o que pode levar semanas depois do prazo mínimo de 90 dias já cumprido. Agora imagine o Rafael, que faz o mesmo curso na Irlanda com o Stamp 2: assim que o registro de imigração sai, ele já pode procurar emprego e começar a trabalhar em questão de dias, sem depender de um patrocínio formal de empregador. A diferença não está no esforço de cada um, está na estrutura legal de cada país.

Compare isso com a Irlanda, onde o Stamp 2 já vem com direito de trabalho embutido assim que você se matricula num curso elegível de 25 semanas ou mais, sem depender de um empregador pedir nada em separado. Se ganhar uma renda extra rápida e garantida é prioridade no seu planejamento, a Irlanda tende a facilitar mais esse processo.

E quando a permissão sai, quanto dá para ganhar? Segundo o DIER, o departamento de relações de trabalho de Malta, o salário mínimo nacional em 2026 é de EUR 229,44 por semana para trabalhadores de 18 anos ou mais, o que dá aproximadamente EUR 994,44 por mês. Para quem tem 17 anos, o valor é de EUR 222,66 semanais. Esses números também aparecem resumidos em português pelo IE.com.br, que trata especificamente do tema para quem pensa em trabalhar no país. Trabalhando 20 horas por semana no piso mínimo, a renda extra fica em torno de EUR 114 a EUR 115 por semana, pouco mais da metade do salário mínimo integral.

Seja honesto na hora de montar o orçamento: em Malta, a renda de trabalho parcial deve entrar no planejamento como um extra pequeno e incerto, não como parte central do financiamento da viagem. É bem diferente do que costuma acontecer na Irlanda, onde o salário mínimo é mais alto e a permissão de trabalho é mais simples de conseguir, sem depender de um empregador dar o primeiro passo por você.

St Julian's, Sliema, Valletta ou Gozo: qual bairro escolher

A escolha do bairro pesa tanto no bolso quanto na experiência do intercâmbio, mesmo Malta sendo um país pequeno o suficiente para caber inteiro dentro de uma única cidade grande.

St Julian's é o point mais badalado, cheio de bares, restaurantes e vida noturna, e também onde fica a maior concentração de escolas de inglês, segundo o BeEducation. É a região mais cara para morar, mas também a mais prática para quem quer socializar com outros estudantes internacionais desde a primeira semana.

Sliema fica colada em St Julian's, só que com um perfil um pouco mais residencial, ainda assim perto da orla e do comércio. A WTS Intercâmbio descreve a dupla St Julian's e Sliema como a combinação mais procurada por brasileiros, justamente por equilibrar vida social e proximidade das escolas sem ficar isolado do resto da ilha.

Valletta, a capital, é pequena, histórica, e cheia de prédios com arquitetura da época colonial britânica. Tem menos escolas de inglês do que St Julian's, mas compensa com charme e uma localização central para quem quer explorar o país de transporte público.

Gozo, a ilha irmã menor, é a opção mais tranquila e mais barata das quatro, ideal para quem quer fugir da vida noturna e focar no curso, mas exige balsa para chegar até a ilha principal, o que pode pesar na rotina de quem também quer aproveitar Malta continental nos fins de semana.

RegiãoPerfilCusto de vidaFonte
St Julian'sVida noturna, maior concentração de escolasMais caroBeEducation
SliemaResidencial, perto da orla e do comércioAlto, um pouco abaixo de St Julian'sWTS Intercâmbio
VallettaCapital histórica, arquitetura colonialMédioEurodicas
GozoIlha irmã, tranquila, foco em estudoMais baratoEurodicas

O Eurodicas reforça esse padrão: quem prioriza economia costuma olhar para fora do eixo St Julian's e Sliema, enquanto quem quer facilidade de tudo perto (escola, praia, vida social) aceita pagar mais para morar bem no centro turístico da ilha.

Melhor época do ano para fazer intercâmbio em Malta

Malta tem clima mediterrâneo, com verões longos, secos e quentes, e invernos curtos e amenos para padrão europeu, segundo o Fluencypass. Isso já elimina boa parte do medo que costuma travar quem pensa em intercâmbio em países mais frios: dá para ir em quase qualquer mês sem sofrer com neve ou dias curtíssimos.

A alta temporada vai de junho a agosto, quando turistas de toda a Europa lotam a ilha, os preços de passagem sobem e as escolas de inglês enchem de estudantes de curta duração. É também a época mais cara para hospedagem, porque a demanda turística compete diretamente com a demanda de quem busca acomodação de longa duração para intercâmbio.

Segundo o mesmo Fluencypass, abril, maio, setembro e outubro tendem a ser o ponto ideal: o clima ainda está agradável, o mar está quente o bastante para curtir a praia, e os preços de passagem e hospedagem caem em relação ao pico do verão. Setembro também costuma coincidir com o início de novas turmas em várias escolas, o que facilita encontrar vaga certa dentro do calendário letivo europeu.

O inverno maltês, entre dezembro e fevereiro, é ameno para padrões europeus, mas ainda tem dias chuvosos e ventosos, então não espere praia todo santo dia. Para quem prioriza economia acima de tudo, viajar fora do verão costuma ser a jogada mais inteligente, tanto no preço da passagem quanto no custo de vida geral.

Praia de água turquesa cercada por falésias claras, clima mediterrâneo de Malta

Malta é segura para brasileiros

Sim, de forma geral. Malta é um país pequeno, com baixos índices de criminalidade violenta, e é consistentemente citada entre os países mais seguros da União Europeia por publicações de turismo e intercâmbio. Isso não significa risco zero: golpes comuns em destino turístico, como furto de bolsos em áreas movimentadas e pequenos golpes envolvendo aluguel de imóveis para estrangeiros, acontecem ali como em qualquer lugar com fluxo grande de visitantes internacionais.

O bom senso básico de qualquer viagem se aplica. Evite andar sozinho de madrugada em áreas isoladas, contrate acomodação por plataformas confiáveis ou diretamente com a escola, e mantenha cópias digitais dos documentos. A concentração de estudantes internacionais em bairros como St Julian's e Sliema também ajuda, porque você raramente está sozinho, e as escolas costumam ter uma rede de suporte para orientar novos alunos nas primeiras semanas.

Vale registrar sua chegada e manter o contato da embaixada brasileira à mão, disponível no portal consular do Itamaraty, para qualquer emergência ou necessidade de assistência consular durante a estadia.

Por que Malta é uma boa escolha para aprender inglês

A resposta curta é: porque o inglês não é um idioma estrangeiro em Malta, é um idioma oficial. O país foi colônia britânica até conquistar a independência, em 21 de setembro de 1964, segundo a Encyclopaedia Britannica, e essa herança deixou o inglês profundamente enraizado no sistema educacional, no governo e na vida cotidiana.

Hoje, maltês e inglês são as duas línguas oficiais do país, conforme confirma a própria União Europeia. Isso significa que praticamente todo morador local cresce bilíngue, estudando em inglês na escola desde cedo e alternando entre os dois idiomas no dia a dia. Diferente de destinos onde o inglês é só a língua da sala de aula e a rua fala outra coisa completamente diferente, em Malta você ouve inglês o tempo todo, em qualquer padaria, farmácia ou ponto de ônibus.

Isso cria uma imersão difícil de replicar em muitos outros países baratos da Europa. Você não precisa contar só com a escola e os colegas de curso para praticar, o próprio cotidiano da ilha empurra você para o inglês, mesmo em interações banais como pedir um café ou perguntar um caminho. O Blog do Intercâmbio da STB resume bem esse atrativo, e a 360 Meridianos reforça o mesmo ponto ao comparar Malta com outros destinos de inglês mais em conta. A Eurodicas também detalha por que estudar inglês especificamente em Malta compensa para brasileiros que querem imersão sem o preço de Londres. Escolas como a Maltalingua publicam a carga horária e o formato dos cursos de inglês geral, o que ajuda a entender a rotina de aula antes mesmo de fechar matrícula.

Rua histórica com varandas de estilo colonial britânico em Malta

Com quantos anos pode fazer intercâmbio em Malta

A idade mínima muda conforme o tipo de programa. Programas júnior, geralmente organizados durante férias escolares europeias, aceitam adolescentes a partir de cerca de 12 a 13 anos, sempre com supervisão extra e hospedagem em residência estudantil ou família anfitriã selecionada pela escola. Cursos de inglês geral para adultos costumam pedir idade mínima de 16 a 18 anos, dependendo da escola.

Tipo de programaIdade mínimaObservação
Programa júnior/teen~ 12 a 13 anosSupervisão extra, hospedagem controlada pela escola
Curso de inglês geral (adultos)16 a 18 anos, conforme a escolaConfirme direto com a escola escolhida
Trabalho parcial (após 90 dias)18 anosExige maioridade para contrato e licença via Jobsplus

Para quem pretende buscar a permissão de trabalho depois dos 90 dias, a idade mínima prática é 18 anos, já que contrato de trabalho e licença via Jobsplus pressupõem maioridade legal.

Malta ou outro destino para aprender inglês

Antes de fechar com Malta, vale colocar o país lado a lado com as alternativas mais buscadas por quem pesquisa intercâmbio de inglês. A Irlanda é a comparação mais direta, porque também é destino europeu, mas com um processo de visto e de trabalho mais simples: lá você entra como turista, se registra depois de chegar, e o Stamp 2 já libera trabalho para quem faz um curso elegível, sem depender de patrocínio de empregador como em Malta. Em compensação, o custo de vida irlandês costuma ser mais alto, especialmente em Dublin.

Os Estados Unidos exigem visto aprovado antes da viagem, com entrevista consular, o que torna o planejamento mais longo e mais incerto do que qualquer destino europeu. O trabalho para estudantes internacionais por lá também é bem mais restrito, geralmente limitado a vagas dentro do próprio campus.

O Reino Unido saiu da União Europeia, então hoje exige visto de estudante formal, com taxas mais altas e comprovação financeira rigorosa, burocracia parecida com a dos Estados Unidos, mas com o sotaque britânico "clássico" como principal atrativo.

Segundo a Intercâmbio e Viagem, que compara diretamente Irlanda e Malta, a escolha entre os dois países costuma se resumir a uma equação simples: Malta ganha em custo mais baixo e clima mais ameno, a Irlanda ganha em facilidade de trabalhar e ganhar renda extra real durante a estadia. A BeEasy Intercâmbio chega a uma conclusão parecida, destacando que o mercado de trabalho parcial irlandês é mais aquecido e mais acessível para estrangeiros do que o maltês.

DestinoVisto para brasileiroCusto de vidaPermite trabalharSotaque predominante
MaltaSem visto até 90 dias, Visto Nacional D para mais tempoBaixo a médio, o mais barato dos quatroRestrito, só após 90 dias, curso ELT Council e patrocínio JobsplusInglês com forte influência britânica e local
IrlandaSem visto até 90 dias, registro após chegada, Stamp 2 libera trabalhoMédio a alto (mais caro em Dublin)Sim, até 20h/semana com Stamp 2, quase automáticoInglês irlandês, com forte presença internacional
Estados UnidosVisto obrigatório antes da viagem, com entrevistaAlto, muito variável por cidadeMuito limitado, depende do tipo de vistoInglês americano
Reino UnidoVisto de estudante obrigatório, processo mais burocráticoAlto, especialmente em LondresSim, com regras específicas do vistoInglês britânico

Nenhum desses destinos é objetivamente "melhor". Cada um resolve uma prioridade diferente: Malta compensa em custo e clima, a Irlanda equilibra facilidade de trabalho com um processo de entrada simples, os Estados Unidos ainda carregam prestígio de currículo, e o Reino Unido entrega o sotaque mais "clássico" do inglês britânico.

Estudante comparando roteiros e bandeiras de países diferentes para escolher o destino do intercâmbio

Como fazer intercâmbio para Malta passo a passo

  1. Defina o objetivo do intercâmbio. Curso puro, curso com intenção futura de trabalhar após 90 dias, ou programa júnior exigem escolhas diferentes de escola e cidade.
  2. Escolha a região considerando orçamento e perfil: St Julian's e Sliema para vida social, Valletta para história, Gozo para tranquilidade.
  3. Pesquise escolas licenciadas pelo ELT Council, especialmente se você pretende buscar trabalho depois dos 90 dias.
  4. Peça orçamentos detalhados de pelo menos duas ou três escolas ou agências, listando exatamente o que está incluso.
  5. Verifique se sua estadia passa de 90 dias. Se sim, inicie o pedido de Visto Nacional com antecedência de pelo menos 2 a 3 meses, considerando o prazo de 6 a 8 semanas de processamento.
  6. Contrate seguro saúde com cobertura compatível com o Espaço Schengen, mínimo recomendado de EUR 30.000.
  7. Organize a comprovação financeira exigida para todo o período da estadia.
  8. Compre a passagem aérea, evitando a alta temporada de junho a agosto se o orçamento for apertado.
  9. Organize a hospedagem inicial, mesmo temporária, antes de fechar algo permanente.
  10. Viaje e registre-se para o residence permit dentro do prazo exigido após a chegada.
  11. Peça o Tallinja Card assim que a residência estiver regularizada, para economizar no transporte.
  12. Depois dos 90 dias, se quiser trabalhar, procure empregadores dispostos a solicitar a licença junto à Jobsplus.

Alguns erros se repetem tanto entre quem planeja esse tipo de viagem que já viraram clássicos. O mais caro é comprar passagem não reembolsável antes de ter a confirmação por escrito da matrícula na escola, porque qualquer mudança na data de início pode te deixar com um bilhete inutilizável. O segundo é deixar o pedido de Visto Nacional para a última hora, sem considerar o prazo de 6 a 8 semanas citado pela Identità, o que pode atrasar toda a viagem. E o terceiro, talvez o mais frustrante, é assumir que "todo curso de inglês em Malta dá direito a trabalhar", sem checar se a escola é de fato licenciada pelo ELT Council e sem entender que a permissão depende de um empregador disposto a patrociná-la via Jobsplus. Quem monta o orçamento contando com essa renda extra como certa costuma se decepcionar.

Se você está comparando modalidades de trabalho temporário no exterior, vale entender também como funciona o Work and Travel, um modelo bem diferente, com visto específico e vagas pré-organizadas, ao contrário do processo caso a caso que Malta exige.

Entender inglês não é o mesmo que falar sob pressão

Para se matricular numa escola de inglês em Malta, você não precisa comprovar nível nenhum. Toda escola aplica um teste de nivelamento assim que você chega, então essa parte da ansiedade já sai do caminho. O problema é que o inglês real do seu intercâmbio não começa na sala de aula. Começa bem antes.

Pensa na sua primeira semana em St Julian's ou Sliema. Você desembarca cansado da viagem, precisa se apresentar para os colegas de apartamento ou para a família anfitriã, resolver um imprevisto com o senhorio, pedir comida num restaurante sem card de tradução na mão, e talvez fazer perguntas rápidas sobre o cartão Tallinja no ponto de ônibus. Nenhuma dessas situações espera você "estar pronto". Elas acontecem no seu primeiro, segundo, quinto dia de país, muito antes da primeira aula formal.

Muitos brasileiros chegam entendendo bem mais inglês do que imaginam, porque cresceram ouvindo música e assistindo série sem dublagem. O problema não é vocabulário, é a trava na hora de falar: aquele branco que dá quando você precisa produzir a frase em tempo real, sob pressão, sem poder parar e traduzir mentalmente. Isso não é falta de conhecimento, é falta de prática de fala mesmo, e é diferente de treinar leitura ou audição. Se esse medo de travar já te atrapalha em português, imagina numa língua estrangeira: vale dar uma olhada em como lidar com o medo de falar em público, porque o mecanismo por trás é parecido.

E se seu plano é buscar aquela permissão de trabalho depois dos 90 dias, tem um obstáculo extra. Encontrar um empregador disposto a te contratar, e a solicitar a licença junto à Jobsplus, depende, entre outras coisas, de você se sair bem numa conversa informal ou numa pequena entrevista, em inglês, sob pressão, sem roteiro pronto na cabeça.

É exatamente essa lacuna que o Comigo foi feito para preencher. É um app de prática de fala em inglês: você fala em voz alta no microfone, recebe feedback palavra por palavra sobre pronúncia, e pode treinar conversas livres num modo chamado Free Speak, simulando situações como pedir comida, se apresentar para novos colegas ou passar por uma pequena entrevista de emprego, antes mesmo de pisar em Malta. Não é um curso do zero, é o pedaço "falado" que falta para quem já entende inglês passivamente mas trava quando precisa abrir a boca. Antes mesmo de fechar matrícula na escola, já dá para testar seu nível e começar a treinar em app.usecomigo.com.

Se quiser se preparar de forma mais estruturada, vale revisar como funciona um diálogo em inglês entre duas pessoas no dia a dia, ou simular uma entrevista de emprego em inglês, pensando justamente naquele momento em que um possível empregador maltês avalia se vale a pena patrocinar sua licença de trabalho junto à Jobsplus.

Pessoa praticando conversação em inglês pelo celular com fones de ouvido

Perguntas frequentes

Quanto custa um intercâmbio em Malta? Depende muito da duração e do que está incluso no pacote, mas estimativas de 2026 do Fluencypass apontam cerca de R$ 3.400 para um mês e R$ 9.000 para seis meses, considerando curso e estrutura básica. Passagem, seguro e parte da hospedagem costumam entrar por fora desse valor.

Quanto custa um intercâmbio em Malta de 1 mês? Cerca de R$ 3.400, segundo o Fluencypass, mas a Intercâmbio e Viagem reforça que esse valor varia conforme a escola e a época do ano escolhidas.

Preciso de visto para ir para Malta? Não, para estadias de até 90 dias, porque Malta faz parte do Espaço Schengen e o Brasil está isento de visto para esse tipo de entrada. Para ficar mais tempo, é preciso solicitar o Visto Nacional tipo D antes de viajar, segundo a Identità.

Dá para trabalhar durante o intercâmbio em Malta? Sim, mas só depois de 90 dias no país, com um curso de pelo menos 90 dias numa escola licenciada pelo ELT Council, e com um empregador disposto a solicitar a permissão via Jobsplus, segundo a Identità. O limite é de 20 horas semanais.

Qual é o salário mínimo em Malta em 2026? EUR 229,44 por semana para trabalhadores de 18 anos ou mais, o que dá cerca de EUR 994,44 por mês, segundo o DIER, o departamento de relações de trabalho do país.

Com quantos anos posso fazer intercâmbio em Malta? Programas júnior aceitam adolescentes a partir de cerca de 12 a 13 anos, com supervisão extra. Cursos de inglês para adultos costumam pedir 16 a 18 anos, dependendo da escola escolhida.

Malta é segura para brasileiros? Sim, de forma geral. É um país pequeno, com baixos índices de criminalidade violenta e consistentemente citado entre os países mais seguros da União Europeia, embora golpes comuns de destino turístico ainda possam acontecer.

Vale mais a pena Malta ou Irlanda? Depende da prioridade. Malta ganha em custo mais baixo e clima mais ameno, a Irlanda ganha em facilidade de conseguir trabalhar de verdade durante o intercâmbio, já que o Stamp 2 libera isso quase automaticamente, ao contrário do processo via Jobsplus em Malta.

Existe intercâmbio gratuito ou com bolsa para Malta? Praticamente não. Segundo o Partiu Intercâmbio, as bolsas disponíveis para Malta se concentram em programas acadêmicos de pós-graduação específicos, sem relação com cursos de inglês de intercâmbio. Vale conferir outras opções neste guia de intercâmbio gratuito.

Preciso comprovar proficiência em inglês para me matricular? Não, na maioria dos casos. Escolas de inglês geral aceitam todos os níveis e aplicam um teste de nivelamento na chegada. Provas como IELTS ou TOEFL só costumam ser exigidas em programas acadêmicos formais, não em cursos de idioma comuns.

Qual bairro é melhor para morar em Malta durante o intercâmbio? St Julian's e Sliema concentram a maior parte das escolas e da vida social, mas custam mais caro. Valletta e Gozo são alternativas mais tranquilas e mais baratas, com Gozo exigindo balsa para chegar até a ilha principal.

Qual é a melhor época para fazer intercâmbio em Malta? Abril, maio, setembro e outubro tendem a equilibrar bem clima agradável e preços mais baixos, segundo o Fluencypass. Junho a agosto é a alta temporada, mais cara e mais cheia.

Quanto tempo leva para ficar fluente durante o intercâmbio? Não existe prazo fixo, porque depende muito da prática ativa de fala, não só da imersão passiva. Este artigo sobre tempo para ficar fluente em inglês detalha os fatores que mais pesam nessa conta.

Dá para fazer intercâmbio em Malta sem agência? Sim, é possível organizar tudo direto com a escola, mas exige mais tempo de pesquisa. Uma agência costuma ajudar principalmente na escolha da escola certa e no acompanhamento do pedido de visto.

Organizar um intercâmbio em Malta dá trabalho, entre custo, visto e as regras específicas de trabalho que o país impõe, mas cada etapa listada aqui é resolvível com organização e antecedência. O que menos costuma estar pronto a tempo é a fala em inglês sob pressão, porque isso não se aprende lendo um artigo, se aprende falando em voz alta, de verdade. Se você já tem essa viagem no radar, comece a treinar agora em app.usecomigo.com, para que a primeira conversa real em St Julian's não seja também a primeira vez que você tenta falar inglês em voz alta.

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