
Você já deve ter visto a pergunta em algum grupo do Facebook ou em algum vídeo de YouTube: quais empresas americanas contratam brasileiros para trabalhar nos EUA? A pergunta é boa, mas a maioria das respostas que circulam por aí é vaga demais para servir de plano. "Procure vagas de tecnologia", "tente hotelaria", "peça transferência na sua empresa": tudo isso é verdade, e tudo isso também não diz nada. Este guia é diferente. Ele nomeia empresas de verdade, mostra em qual setor cada uma contrata mais, explica qual visto costuma abrir a porta em cada caso, e mostra também onde a coisa desanda: os golpes que miram justamente quem está ansioso para sair do Brasil.
Nada aqui é chute. Os números vêm de uma análise de dados oficiais de certificação de mão de obra estrangeira do governo americano, cobrindo centenas de empregadores, e de reportagens que cruzaram essa mesma base. Cada estatística deste texto está com o link da fonte, na frase onde ela aparece, para você conferir com os próprios olhos. E como este é um artigo sobre quem contrata, não sobre burocracia de visto em si, ele funciona como companheiro do guia mais completo sobre vistos de trabalho nos EUA, que explica H-1B, H-2A, H-2B, L-1 e O-1 em profundidade. Aqui a pergunta é outra: quem está contratando agora, em qual setor, e como você chega até essa vaga estando no Brasil.
Quais empresas americanas mais contratam brasileiros
A resposta mais confiável que existe hoje vem de uma análise da AG Immigration, escritório de advocacia especializado em imigração, sobre dados de certificação de mão de obra estrangeira de 709 empresas americanas referentes a 2023. O levantamento completo da AG Immigration lista, nome a nome, quais empregadores mais pediram para contratar trabalhadores brasileiros naquele ano, e a mesma base de dados foi confirmada de forma independente pela reportagem da CNN Brasil sobre as empresas que mais contratam brasileiros nos EUA.
No topo da lista não estão as gigantes de tecnologia que você imaginaria primeiro. A Dakota Provisions, empresa de processamento de peru em Dakota do Sul, aparece com 33 contratações de brasileiros registradas, o maior número entre todas as empresas analisadas, segundo o mesmo levantamento da AG Immigration. Logo atrás vem a United Maintenance Company, empresa de limpeza e manutenção comercial, com 32 contratações, e a West Liberty Foods, também de processamento de carne, no estado de Iowa, com 25. Só depois dessas três é que aparecem os nomes mais familiares: a Microsoft, com 18 contratações registradas para vagas de desenvolvedor de software e analista de sistemas, e a Google, logo atrás, com 17 vagas no mesmo tipo de função, segundo dados do mesmo estudo.
Essa inversão surpreende quem pesquisa "empresas americanas que contratam brasileiros" esperando uma lista só de big techs. A realidade é mais interessante, e também mais acessível: a maior parte da contratação de brasileiros nos Estados Unidos não passa por escritório de vidro no Vale do Silício. Passa por planta industrial, cozinha de restaurante, equipe de limpeza comercial e fazenda.
| Empresa | Setor | Contratações registradas (2023) | Visto típico usado |
|---|---|---|---|
| Dakota Provisions | Processamento de peru | 33 | H-2B / EB-3 |
| United Maintenance Company | Limpeza e manutenção comercial | 32 | H-2B / EB-3 |
| West Liberty Foods | Processamento de carne | 25 | H-2B / EB-3 |
| Microsoft | Tecnologia (desenvolvimento de software) | 18 | H-1B |
| Tecnologia (desenvolvimento de software) | 17 | H-1B | |
| United Temps | Agência de recrutamento (staffing) | Não detalhado | H-2B / EB-3 |
| Turkey Valley Farms | Agricultura e avicultura | Não detalhado | H-2A / H-2B |
| Pecan Deluxe Candy Co. | Fabricação de alimentos (confeitaria) | Não detalhado | H-2B / EB-3 |
| New Angus | Produção de carne bovina | Não detalhado | H-2B / EB-3 |
| Nash Organization Inc. | Serviços | Não detalhado | H-2B / EB-3 |
Além dessas dez, a mesma cobertura cita um segundo grupo de multinacionais conhecidas contratando brasileiros com regularidade, ainda que sem número exato de vagas divulgado: Amazon, McKinsey, Siemens, Hartford Healthcare, Goldman Sachs, Burger King, Netflix, SAP, Uber, IBM, Santander, Disney, Abbyland Foods, Orion Travel Technologies, SS Concrete Floors e a rede de churrascarias Fogo de Chão, que mantém unidades próprias nos Estados Unidos. Vale reparar num detalhe: essa lista mistura tecnologia, alimentação, consultoria, varejo e serviços financeiros, o que já entrega a primeira lição deste guia. Não existe "o" setor que contrata brasileiro. Existem vários, com portas de entrada bem diferentes umas das outras.

Por que essas empresas buscam trabalhadores brasileiros
Nenhuma dessas empresas contrata brasileiro por simpatia. Contrata porque tem uma vaga aberta que não consegue preencher com trabalhador americano, e a lei exige provar isso antes de trazer alguém de fora, seja pela via do visto de trabalho temporário, seja pela via de patrocínio de green card. É esse buraco no mercado de trabalho americano, setor por setor, que explica cada linha da tabela acima.
O padrão fica ainda mais claro quando você olha a participação de cada setor entre as empresas que pediram para contratar brasileiros. Segundo a mesma análise da AG Immigration, cruzada de novo pela CNN Brasil, redes de restaurante e fast-food respondem por 50,19% das 709 empresas analisadas, o maior grupo de todos. Serviços de limpeza e manutenção vêm em seguida, com 44,62%. Processamento de carne aparece com 41,43%. Trabalho doméstico e cuidado infantil, incluindo funções próximas do modelo au pair, somam 30,67%. Só depois disso entra tecnologia: serviços de TI e computação somam 20,3%, indústria de autopeças 11,95%, e desenvolvimento de software especificamente 11,55%.
| Setor | Participação entre as empresas analisadas |
|---|---|
| Restaurantes e redes de fast-food | 50,19% |
| Limpeza e manutenção comercial | 44,62% |
| Processamento de carne | 41,43% |
| Trabalho doméstico e cuidado infantil | 30,67% |
| TI e serviços de computação | 20,3% |
| Indústria de autopeças | 11,95% |
| Desenvolvimento de software | 11,55% |
Esses números ajudam a explicar um movimento maior: o número de empresas americanas que pediram para contratar brasileiros subiu de 865, em 2022, para 1.271, em 2023, um crescimento de 46,9% em um único ano, segundo o mesmo levantamento da AG Immigration. No mesmo período, 28.050 brasileiros obtiveram green card americano, e o Brasil aparece hoje entre a sexta e a sétima posição no ranking de países com mais trabalhadores solicitados por empregadores dos Estados Unidos, atrás de Índia, China, México, Coreia do Sul e Filipinas. Entre janeiro e maio de 2024, cerca de 7.000 brasileiros migraram para os Estados Unidos, um aumento de 13% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a mesma fonte. O movimento é real, é crescente, e não é um fenômeno de nicho restrito à tecnologia.
Tecnologia: onde ficam Google, Microsoft e as multinacionais de TI
Vamos setor por setor, começando pela área que mais desperta curiosidade, mesmo sendo, como você já viu, longe de ser a maior em número de vagas. Google e Microsoft lideram o grupo de tecnologia com as 17 e 18 contratações citadas na análise da AG Immigration, ambas para funções de desenvolvedor de software e analista de sistemas. A cobertura da mesma pesquisa também cita Amazon, IBM, SAP, Netflix e Uber contratando brasileiros com regularidade em funções técnicas.
O visto que domina esse setor é o H-1B, voltado para ocupações que exigem formação superior específica: ciência da computação, engenharia de software, análise de dados. É também o visto mais disputado, porque passa por sorteio anual e tem teto de 85 mil vagas por ano em todo o país, não só para brasileiros. O guia sobre vistos de trabalho nos EUA detalha como esse sorteio funciona, incluindo a mudança recente que passou a ponderar pelo nível salarial da vaga oferecida.
Vale um detalhe prático que pouca gente usa: antes de mandar currículo às cegas, dá para conferir diretamente se uma empresa realmente patrocina H-1B, e com que frequência, usando a ferramenta oficial H-1B Employer Data Hub do USCIS. Ela permite buscar por nome da empresa, cidade, estado e até código de setor, e mostra quantas petições aquele empregador registrou nos últimos anos. Voltamos a essa ferramenta com mais profundidade mais adiante, porque ela serve tanto para pesquisar oportunidade quanto para checar se uma oferta suspeita é real.

Processamento de alimentos e indústria: o setor que mais contrata de verdade
Se tecnologia é o setor que mais aparece em manchete, processamento de alimentos é o que mais contrata de fato, e por uma margem enorme. Dakota Provisions, West Liberty Foods, Turkey Valley Farms, New Angus, Pecan Deluxe Candy Co. e Abbyland Foods formam o núcleo desse grupo, todas citadas no levantamento da AG Immigration como grandes contratantes de brasileiros. A explicação é direta: plantas de abate, empacotamento de carne e processamento de aves têm rotatividade alta e enfrentam escassez crônica de trabalhador americano disposto a fazer esse tipo de trabalho pesado, muitas vezes em turnos longos, em cidades pequenas do meio-oeste americano.
O caminho legal, aqui, geralmente passa por duas rotas diferentes. Para funções sazonais ou de curto prazo, o empregador costuma usar o H-2B, voltado para trabalho temporário não agrícola. Para vagas permanentes, principalmente em plantas que funcionam o ano todo, a rota mais comum é a categoria de green card conhecida como EB-3, que inclui uma subcategoria chamada "outros trabalhadores", pensada exatamente para funções que não exigem formação técnica específica, muito usada por empresas de processamento de carne e de limpeza comercial. Diferente do H-1B, essa rota não passa por sorteio, mas costuma levar bem mais tempo até sair o green card definitivo, porque envolve certificação de mão de obra e fila de espera.

Limpeza e manutenção comercial: a segunda maior porta de entrada
United Maintenance Company e Nash Organization Inc. representam um setor que quase nunca aparece quando alguém pergunta sobre trabalho nos Estados Unidos, mas que responde por 44,62% das empresas analisadas pedindo para contratar brasileiros, segundo o mesmo estudo da AG Immigration: limpeza e manutenção comercial. São empresas que cuidam da limpeza de escritórios, shoppings, hospitais e prédios corporativos, funções que raramente têm fila de candidato americano.
A rota de visto costuma se parecer com a de processamento de alimentos: H-2B para contratos temporários e sazonais, EB-3 categoria "outros trabalhadores" para posições permanentes. É um setor com barreira de entrada baixa em termos de qualificação formal, mas que exige o mesmo tanto de paciência burocrática que qualquer outro, porque o processo de patrocínio segue as mesmas exigências do USCIS descritas em detalhe no guia de vistos de trabalho nos EUA.
Hotelaria e turismo: hotéis, resorts e a temporada de Fogo de Chão
O setor de restaurantes e redes de fast-food é, sozinho, o maior grupo entre as empresas analisadas: 50,19%, segundo a AG Immigration. Burger King aparece nominalmente citado, junto com a rede de churrascarias Fogo de Chão, que tem operação própria nos Estados Unidos e mantém equipe brasileira em várias unidades, dado o próprio DNA da marca.
Fora da lista de grandes empregadores diretos, existe um circuito bem estabelecido de agências que recrutam especificamente para hotelaria e turismo americano. A Portside Agência, por exemplo, coloca brasileiros em hotéis quatro e cinco estrelas, resorts e restaurantes com estrela Michelin, em contratos internacionais de 12 meses, com salário na faixa de 11 a 17 dólares por hora (algo entre 1.800 e 3.000 dólares por mês, considerando 40 horas semanais), segundo informações da própria Portside Agência. Esses contratos costumam exigir inglês avançado ou fluente, já que o trabalho envolve atendimento direto ao hóspede americano o dia inteiro.
Outra via específica de hotelaria é o programa J-1 trainee, usado pela Trabalharnoseua.com.br para recrutar brasileiros para hotéis da rede Marriott International, conforme descrito no site da própria agência. Vale um alerta importante aqui: o J-1 é um visto de intercâmbio cultural, não um visto de trabalho no sentido técnico, e por isso é temporário por natureza, preso a um programa específico, sem levar direto a green card. Ele é diferente do Work and Travel, outro programa J-1 mais conhecido entre estudantes brasileiros, mas os dois compartilham essa mesma natureza temporária. Para quem quer entender a diferença entre visto de trabalho de verdade e intercâmbio remunerado, vale a leitura cruzada dos dois guias antes de assinar qualquer contrato.

Cuidado de idosos, saúde e trabalho doméstico
Trabalho doméstico e cuidado infantil somam 30,67% das empresas analisadas, segundo a mesma pesquisa da AG Immigration, um número que surpreende quem só pensa em tecnologia quando o assunto é trabalho nos Estados Unidos. A Hartford Healthcare, rede de saúde citada na cobertura da CNN Brasil, também contrata brasileiros para funções ligadas ao cuidado de pacientes.
Uma plataforma útil para esse setor específico é a EB3.work, voltada exclusivamente para vagas com patrocínio de green card pela categoria EB-3, muitas delas em cuidado de idosos, produção de alimentos e hotelaria, funções que não exigem experiência formal prévia nem diploma específico. É um caminho realista para quem não tem formação superior, mas está disposto a começar por uma vaga de nível operacional com patrocínio real de residência permanente por trás.
Agricultura: colheita, plantio e o visto sem teto anual
Turkey Valley Farms, já citada na seção de processamento de alimentos, também exemplifica a ponte entre agricultura e indústria: parte do trabalho começa na fazenda e termina na linha de processamento. Para trabalho estritamente agrícola, colheita, plantio e cuidado de rebanho, o visto correspondente é o H-2A, voltado para trabalhadores agrícolas temporários. A diferença mais importante em relação ao H-2B é que o H-2A não tem teto numérico anual, o que tende a deixar o processo menos disputado quando o empregador cumpre as exigências do USCIS.
É um setor menos comentado entre brasileiros pesquisando trabalho nos Estados Unidos, mas real e ativo, principalmente em estados agrícolas do meio-oeste e do sul do país, muitas vezes na mesma região onde operam as plantas de processamento de carne já mencionadas.

Consultoria, finanças e multinacionais: a rota da transferência interna
McKinsey, Goldman Sachs, Siemens, Santander, Disney e IBM formam um grupo diferente dos anteriores: multinacionais com operação própria no Brasil e nos Estados Unidos, que preferem transferir talento interno em vez de contratar do zero no mercado aberto americano. Esse é o cenário ideal para o L-1A, visto de transferência intracompanhia para executivos e gerentes, usado com frequência por empresas como Santander e Siemens, segundo a cobertura sobre contratação de brasileiros nos EUA.
Se você já trabalha numa multinacional com escritório americano, essa costuma ser a rota mais direta de todas: em vez de disputar vaga externa contra centenas de candidatos, você conversa com o RH ou a equipe de mobilidade internacional sobre uma transferência. O processo ainda exige petição formal e entrevista consular, mas pula inteiramente a etapa de disputar vaga aberta no mercado americano, porque o vínculo empregatício já existe. Para funções de consultoria estratégica e análise financeira contratadas diretamente do mercado externo, sem vínculo prévio com a empresa, o caminho volta a ser o H-1B, pela mesma lógica de ocupação especializada que vale para tecnologia.
OPT: o atalho de quem já estuda nos EUA
Existe uma porta de entrada diferente de todas as outras deste guia, e ela não começa com uma candidatura enviada do Brasil: começa com um diploma americano. Quem se forma numa universidade dos Estados Unidos com visto de estudante F-1 tem direito ao Optional Practical Training, conhecido como OPT, um período de até 12 meses de autorização de trabalho ligado diretamente à área de formação, concedido pelo próprio USCIS sem exigir nova petição de empregador antes de começar a trabalhar.
Para quem se formou em ciência da computação, engenharia ou outra área classificada como STEM, o benefício é ainda maior: uma extensão de 24 meses do OPT para quem trabalha numa empresa cadastrada no sistema E-Verify, totalizando até três anos de autorização de trabalho antes de precisar disputar o sorteio do H-1B. Na prática, isso explica parte do motivo pelo qual Google e Microsoft aparecem com tantas contratações de recém-formados: boa parte desses candidatos já está nos Estados Unidos, já passou por entrevista em campus, e já está trabalhando sob OPT quando a empresa decide patrocinar o H-1B definitivo mais adiante.
É um caminho mais longo e mais caro do que responder direto a uma vaga aberta, porque envolve pagar mensalidade de universidade americana antes de qualquer salário aparecer. Mas para quem já estava considerando estudar fora de qualquer forma, empilhar as duas decisões, estudar e depois trabalhar na mesma jornada, costuma valer mais a pena do que tratá-las como planos separados.
Que tipos de visto essas empresas usam para contratar
Reunindo tudo o que vimos setor por setor, dá para montar um mapa único de qual visto costuma abrir a porta em cada tipo de empresa. Nenhuma dessas categorias é escolhida pelo candidato: é sempre o empregador, ou um agente autorizado, quem decide qual delas usar, e essa escolha depende do tipo de vaga, não do seu currículo isolado.
| Visto | Para quem é | Setores mais comuns |
|---|---|---|
| H-1B | Ocupação especializada com diploma superior específico | Tecnologia, engenharia, finanças |
| H-2A | Trabalho agrícola sazonal | Agricultura, colheita, avicultura |
| H-2B | Trabalho temporário não agrícola | Hotelaria, processamento de alimentos, limpeza |
| L-1A | Transferência interna de executivo ou gerente | Multinacionais com operação no Brasil e nos EUA |
| O-1 | Habilidade ou realização extraordinária comprovada | Tecnologia de ponta, ciência, artes |
| EB-3 | Green card baseado em emprego, inclui "outros trabalhadores" | Processamento de alimentos, limpeza, cuidado de idosos |
O H-2B, sozinho, tem um detalhe que vale destacar: além do teto regular de 66 mil vistos por ano, o governo aprovou uma alocação suplementar de até 64.716 vistos adicionais para o ano fiscal de 2026, segundo a página oficial do USCIS sobre H-2B. Isso significa mais vagas disponíveis do que em anos anteriores, justamente no setor que mais concentra contratação de brasileiros fora da tecnologia.
Como essas empresas realmente contratam um brasileiro
Aqui está o ponto que mais gente pula, e que gera mais frustração depois: nenhuma dessas empresas contrata alguém que "só quer ir para os Estados Unidos". Elas contratam para preencher uma vaga específica, e o processo sempre segue uma ordem fixa, descrita em detalhe pelo hub oficial do USCIS sobre trabalhar nos Estados Unidos.
Passo 1: a oferta de emprego vem primeiro, sempre
Não existe rota de "pedir visto primeiro, procurar emprego depois" para nenhuma das categorias vistas até aqui. A oferta de emprego real, de um empregador americano disposto a patrocinar o processo, é sempre o primeiro passo. Isso vale igualmente para uma vaga de desenvolvedor na Microsoft e para uma vaga de embalagem na Dakota Provisions.
Passo 2: o empregador prova que precisa de você
Dependendo da categoria, o empregador precisa demonstrar ao governo americano que tentou preencher a vaga localmente e não conseguiu, ou que a função exige uma qualificação específica que justifica trazer alguém de fora. Essa exigência está descrita, categoria por categoria, nas páginas oficiais do USCIS listadas na tabela anterior, e é conhecida de forma genérica como as exigências do USCIS para patrocínio de trabalhador estrangeiro.
Passo 3: a petição é submetida, e só então você entra na história
Só depois que a petição do empregador é aprovada nos Estados Unidos é que você, candidato brasileiro, entra em cena de forma ativa: preenchendo formulário de visto de não imigrante, pagando taxa consular e agendando entrevista. O passo a passo completo dessa parte, incluindo como funciona o agendamento da entrevista de visto americano e o que levar no dia da entrevista, está detalhado nos guias específicos sobre cada etapa.
Se o seu objetivo é permanecer nos Estados Unidos de forma definitiva, não apenas temporária, vale entender também o que é um green card e o passo a passo completo para conseguir um green card, já que boa parte das empresas de processamento de alimentos e limpeza comercial contrata justamente pela via permanente do EB-3, não pela temporária.

Onde encontrar essas vagas de verdade
Com o mapa de empresas e vistos na cabeça, falta a parte prática: onde procurar. A resposta tem duas frentes, e as duas importam.
A primeira frente são os canais de aplicação direta, que funcionam bem para vagas de tecnologia, consultoria e finanças: LinkedIn, Indeed e Glassdoor continuam sendo os três maiores repositórios de vaga aberta nos Estados Unidos, e valem a pena tanto para busca ativa quanto para pesquisar como a empresa se comunica com candidato internacional. Antes de investir tempo numa candidatura, vale cruzar o nome da empresa com a ferramenta H-1B Employer Data Hub do USCIS, que mostra o histórico real de petições daquele empregador, ano a ano. Se uma empresa nunca patrocinou H-1B antes, isso não significa que ela nunca vai patrocinar, mas é um dado real para calibrar expectativa.
A segunda frente são as agências de recrutamento especializadas em colocar brasileiros em setores específicos, principalmente hotelaria, cuidado de idosos e trabalho agroindustrial. A tabela abaixo reúne as principais.
| Agência ou plataforma | O que faz | Setor principal |
|---|---|---|
| Portside Agência | Recrutamento para hotéis e resorts 4 e 5 estrelas, contratos de 12 meses | Hotelaria e restaurantes |
| Trabalharnoseua.com.br | Recrutamento para hotéis Marriott via visto J-1 trainee | Hotelaria |
| Kennedy Access Group (KAG) | Agência com sede em Atlanta e escritório no Recife, cerca de 20 anos de atuação, já colocou perto de 500 brasileiros em empresas como a Hydro | Indústria e manufatura |
| EB3.work | Plataforma de vagas com patrocínio de green card via EB-3 | Cuidado de idosos, produção de alimentos, hotelaria |
| LinkedIn, Indeed, Glassdoor | Aplicação direta a vagas abertas por empresas americanas | Todos os setores |
Um alerta que vale a pena guardar antes de continuar: agência de recrutamento séria nunca cobra do candidato para "garantir" uma vaga ou acelerar um processo de visto. Falamos disso com mais detalhe na seção sobre golpes, mais adiante neste guia.
Como preparar seu currículo e perfil para uma vaga americana
Um erro comum de quem nunca se candidatou fora do Brasil é mandar o mesmo currículo brasileiro, sem adaptação, para uma vaga americana. O modelo americano é bem diferente do brasileiro em pontos específicos: sem foto, sem estado civil, sem idade, focado direto em habilidades e resultados mensuráveis, normalmente cabendo em uma única página para quem está no início de carreira. Recrutadores americanos também dão menos peso a formação e mais peso a resultado concreto entregue em cada função anterior.
Outro ponto que pesa mais nos Estados Unidos do que no Brasil é o networking ativo no LinkedIn e o contato direto com recrutador, em vez de depender só de candidatura por formulário. Uma mensagem bem escrita para um recrutador de RH, mencionando interesse específico na empresa e na vaga, costuma render mais resposta do que dezenas de candidaturas genéricas enviadas em massa.
E aqui chega o primeiro ponto onde este guia sobre empresas se cruza com o assunto que realmente decide se você consegue ou não uma dessas vagas: a entrevista. De nada adianta um currículo perfeito, adaptado ao padrão americano, se na hora da conversa por vídeo com o recrutador da Microsoft, da Dakota Provisions ou de qualquer outra empresa desta lista, a sua fala em inglês travar. O guia sobre como se sair bem numa entrevista de emprego em inglês detalha estrutura de resposta e perguntas mais comuns, mas a estrutura só ajuda se a voz sair. É exatamente esse o ponto que o Comigo treina: cada lição é uma conversa falada de verdade, você responde em voz alta no microfone e recebe feedback palavra por palavra na hora, nada de marcar a resposta certa numa tela em silêncio. Antes de mandar currículo para qualquer uma dessas empresas, vale fazer o quiz do Comigo e descobrir seu nível de fala em inglês.

Quanto essas empresas pagam
Salário é a pergunta que todo mundo quer responder primeiro, e é justamente onde mais gente inventa número sem fonte. Este guia só usa cifra com fonte confirmada, então a lista aqui é mais curta do que você talvez esperasse, e isso é proposital.
O dado mais concreto disponível vem do setor de hotelaria via agência de recrutamento: contratos intermediados pela Portside Agência para hotéis e resorts americanos pagam entre 11 e 17 dólares por hora, o equivalente a algo entre 1.800 e 3.000 dólares por mês considerando jornada de 40 horas semanais, segundo informações publicadas pela própria agência.
| Setor | Faixa aproximada | Fonte |
|---|---|---|
| Hotelaria (contrato via agência, 12 meses) | US$ 11 a 17 por hora (~US$ 1.800 a 3.000 por mês) | Portside Agência |
Para os demais setores tratados neste guia (tecnologia, processamento de alimentos, limpeza comercial, agricultura e consultoria), a pesquisa que sustenta este artigo não encontrou uma faixa salarial pública e consolidada por empresa que pudesse ser citada com segurança, e por isso este guia prefere não inventar número. O caminho mais confiável para descobrir salário real de uma vaga específica é pesquisar diretamente a função e a empresa em plataformas como LinkedIn e Glassdoor, e cruzar com o histórico de petições daquele empregador na ferramenta H-1B Employer Data Hub do USCIS, que mostra a categoria salarial declarada em petições anteriores daquela mesma empresa.
Em quais estados estão essas vagas
A distribuição geográfica dessas contratações também segue um padrão claro, e não é o que a maioria imagina. Segundo o levantamento da AG Immigration, a Flórida lidera disparado, concentrando cerca de 30,65% das contratações de brasileiros analisadas, o equivalente a 278 vagas dentro da amostra estudada. Massachusetts vem em segundo lugar, com 12,31% (109 vagas), seguido por Califórnia, com 9,68% (98 vagas), Texas, com 6%, e Nova York, com 4,52%.
| Estado | Participação nas contratações | Vagas registradas |
|---|---|---|
| Flórida | 30,65% | 278 |
| Massachusetts | 12,31% | 109 |
| Califórnia | 9,68% | 98 |
| Texas | 6% | Não detalhado |
| Nova York | 4,52% | Não detalhado |
A liderança da Flórida faz sentido quando você cruza com os setores que mais contratam: turismo, hotelaria e restaurantes têm presença forte no estado, além de já concentrar uma comunidade brasileira grande, o que facilita tanto a chegada quanto a rede de contatos para conseguir a próxima vaga. Vale notar também que a mesma pesquisa detalhou a formação acadêmica mais comum entre os brasileiros contratados: Administração lidera com 98 registros, seguida por Engenharia Elétrica, com 39, e Ciência da Computação, com 38.
| Área de formação | Contratações registradas |
|---|---|
| Administração | 98 |
| Engenharia Elétrica | 39 |
| Ciência da Computação | 38 |
O que checar antes de aceitar uma oferta
Antes de assinar qualquer contrato ou mandar qualquer documento, vale passar por uma checagem rápida. Ela não substitui um advogado de imigração, mas evita boa parte dos erros mais comuns de quem está fazendo isso pela primeira vez.
| O que checar | Por quê |
|---|---|
| A empresa aparece na ferramenta H-1B Employer Data Hub do USCIS ou no E-Verify | Confirma que existe histórico real de patrocínio ou de cadastro ativo, não só uma promessa verbal |
| A oferta está por escrito, com cargo, salário e visto especificados | Oferta verbal ou vaga "quase certa" sem contrato não tem valor legal nenhum |
| Ninguém pediu pagamento adiantado por nenhuma etapa | Empregador e agência sérios nunca cobram do candidato para reservar vaga ou acelerar visto |
| O prazo prometido é de meses, não de dias | Nenhum processo real de H-1B, H-2A, H-2B, L-1 ou EB-3 sai em uma ou duas semanas |
| Existe um advogado de imigração ou departamento jurídico conduzindo o processo | É esse profissional, não um "agente" informal, quem submete a petição ao USCIS |
Com essa checagem feita, o processo em si segue o caminho já descrito neste guia, e o risco de cair em armadilha cai bastante.
Cuidado com golpes de vaga falsa
Essa parte do guia existe porque o assunto "empresas que contratam brasileiros para os EUA" atrai golpista tanto quanto atrai empregador de verdade, e o padrão do golpe se repete tanto que já dá para descrever com precisão. Uma investigação da Gazeta News e um explicativo jurídico da AG Immigration sobre fraudes no processo migratório documentam o mesmo esquema aparecendo repetidamente contra brasileiros: falsos recrutadores se passam por empresas reais, cobram pagamento antecipado alegando "processamento de visto", "verificação de antecedentes", "treinamento" ou "reserva da vaga", e em alguns casos coletam cópia de passaporte, dados bancários ou número de cartão de crédito logo nas primeiras mensagens, visando roubo de identidade.
Alguns sinais de alerta valem ser memorizados, porque se repetem em quase todo golpe documentado. Empregador legítimo e patrocínio de visto legítimo nunca exigem que o candidato pague qualquer etapa do processo, seja taxa de "reserva", seja "curso obrigatório" antes da contratação. Processo real de visto de trabalho ou green card leva meses, geralmente a maior parte de um ano ou mais, e nunca "7, 15 ou 30 dias" como alguns golpes prometem para criar urgência falsa. O processo legítimo sempre passa por uma empresa ou por um advogado de imigração, e só depois da aprovação do USCIS é que o candidato é encaminhado para agendar a entrevista consular.
Antes de enviar qualquer documento ou pagamento, dois recursos oficiais ajudam a checar se uma oferta é real. O primeiro é a ferramenta H-1B Employer Data Hub do USCIS, que mostra se a empresa realmente tem histórico de patrocínio de visto de trabalho. O segundo é o E-Verify, sistema do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, usado por empregadores para confirmar autorização de trabalho, útil para verificar se a empresa que está oferecendo a vaga é uma empresa registrada e ativa, não uma fachada criada só para aplicar golpe.
Se você está no meio desse processo, com uma entrevista consular já marcada de verdade, e a ansiedade em torno de "vou entender tudo o que o oficial perguntar em inglês" está pesando mais do que deveria, vale nomear isso: é normal entender inglês passivamente e ainda assim travar completamente quando alguém espera resposta na hora, em inglês, ao vivo. Esse fenômeno tem nome, medo de falar em público, e ele aparece com força redobrada quando o "público" é um oficial de imigração ou um recrutador americano decidindo sua contratação. Confiança para falar se treina, e se treina melhor em privado, antes do dia que realmente importa: é essa a lógica do Comigo, onde cada aula é uma conversa falada de verdade e o Free Speak permite treinar por voz, com a Capy, situações imprevisíveis como uma pergunta que você não esperava.
O inglês é a parte que nenhuma dessas empresas dispensa
Vale juntar num só lugar algo que apareceu espalhado em quase toda seção deste guia: não existe empresa, nessa lista inteira, que contrate um brasileiro sem alguma etapa em inglês falado. A Google e a Microsoft fazem entrevista técnica em inglês. A Dakota Provisions e a West Liberty Foods precisam de trabalhador que entenda instrução de segurança e converse com supervisor americano no chão de fábrica. A Portside Agência exige inglês avançado ou fluente justamente porque o trabalho é atendimento direto ao hóspede americano. Mesmo funções de nível operacional, listadas em plataformas como a EB3.work, pressupõem inglês suficiente para entender instrução de trabalho no dia a dia.
O nível exigido varia, e o guia sobre níveis de inglês ajuda a entender onde você está agora e quanto falta para o nível que a vaga dos seus sonhos exige. Mas o padrão que se repete, entrevista após entrevista, é o mesmo descrito ao longo deste guia: a barreira quase nunca é vocabulário, é a trava na hora de abrir a boca sob pressão, num momento que decide algo importante e não dá segunda chance de "deixa eu reformular a frase". O Comigo foi construído exatamente para esse momento: você fala em voz alta desde a primeira lição, recebe feedback imediato palavra por palavra, treina em privado antes de precisar em público, sem sala de aula, sem estranho te julgando, só você e a Capy. Se o seu plano é chegar numa dessas empresas com confiança de sobra para a entrevista, vale começar a treinar a fala agora, não na véspera. O guia sobre quanto tempo leva para ficar fluente em inglês ajuda a montar esse cronograma com realismo, e o quiz do Comigo mostra seu ponto de partida em menos de dois minutos.

Perguntas frequentes sobre empresas americanas que contratam brasileiros
Estas são as dúvidas que mais aparecem quando o assunto é conseguir emprego nos Estados Unidos sendo brasileiro, reunidas para fechar as pontas soltas deste guia.
Quais empresas patrocinam visto de trabalho para brasileiros?
Entre as que mais patrocinaram em 2023, segundo o levantamento da AG Immigration, estão Dakota Provisions, United Maintenance Company, West Liberty Foods, Microsoft e Google. A lista mais ampla inclui também Amazon, McKinsey, Siemens, Hartford Healthcare, Goldman Sachs, Burger King, Netflix, SAP, Uber, IBM, Santander, Disney e Fogo de Chão. Nenhuma dessas empresas patrocina automaticamente: cada uma abre o processo apenas quando tem uma vaga específica para preencher.
Como se candidatar a uma vaga nos EUA estando no Brasil?
O caminho mais direto é aplicar diretamente pelo LinkedIn, Indeed ou Glassdoor para vagas de tecnologia, consultoria e finanças, ou procurar uma agência especializada, como a Portside Agência para hotelaria ou a EB3.work para vagas com patrocínio de green card. Em todos os casos, a oferta de emprego precisa vir primeiro, antes de qualquer conversa sobre visto.
É possível conseguir emprego nos EUA sem experiência?
Sim, principalmente em setores como processamento de alimentos, limpeza comercial e cuidado de idosos, onde muitas vagas listadas em plataformas como a EB3.work não exigem experiência formal prévia nem diploma específico. Já vagas de tecnologia via H-1B costumam exigir formação superior na área e alguma experiência prática, mesmo que seja um estágio ou projeto relevante.
Preciso pagar alguma taxa para conseguir emprego nos EUA?
Não deveria precisar pagar nada para conseguir a vaga em si. Empregador legítimo e agência de recrutamento séria nunca cobram do candidato para "garantir" uma posição, acelerar um visto ou reservar uma vaga. Esse é justamente o padrão de golpe descrito no explicativo da AG Immigration sobre fraudes migratórias: qualquer pedido de pagamento antecipado é sinal de alerta grave.
Qual o nível de inglês exigido para essas vagas?
Varia por setor, mas nenhuma vaga desta lista dispensa inglês completamente. Vagas de tecnologia e consultoria exigem inglês fluente para entrevista técnica e reunião do dia a dia. Vagas de hotelaria via agências como a Portside costumam exigir inglês avançado ou fluente, por causa do atendimento direto ao hóspede. Vagas operacionais em processamento de alimentos e agricultura exigem, no mínimo, inglês suficiente para entender instrução de segurança e se comunicar com supervisor. O guia sobre níveis de inglês ajuda a mapear onde você está hoje.
Dá para conseguir emprego nos EUA sem falar inglês fluente?
Para algumas vagas operacionais, sim, principalmente em setores como processamento de alimentos e agricultura. Mas quase toda etapa de seleção, mesmo para essas vagas, envolve alguma conversa em inglês, seja com recrutador, seja com supervisor direto depois de contratado. Investir em fala, não só em leitura e escuta passiva, antes de se candidatar aumenta muito a margem de segurança.
Quanto tempo demora o processo de contratação com patrocínio de visto?
Não existe um prazo único, porque cada categoria de visto tem ritmo próprio, mas o guia completo sobre vistos de trabalho nos EUA detalha etapa por etapa, do registro da petição até a entrevista consular. Como regra geral, nenhum processo sério é resolvido em dias: é sempre uma questão de meses. Se alguém oferecer contratação com visto "garantido em poucos dias", é sinal de golpe, não de oportunidade real.
O que é o USCIS Employer Data Hub e como usar?
É uma ferramenta oficial do governo americano que mostra o histórico de petições de visto H-1B de qualquer empregador cadastrado nos Estados Unidos. Você digita o nome da empresa, e a ferramenta mostra quantas petições ela registrou por ano, em quais cidades e para quais funções. Serve tanto para pesquisar quais empresas realmente contratam estrangeiros na sua área quanto para verificar se uma oferta de emprego suspeita vem de uma empresa com histórico real de patrocínio, ou de uma fachada criada para aplicar golpe.
Estudar nos EUA ajuda a conseguir vaga com patrocínio de visto?
Ajuda, e bastante, principalmente para vagas de tecnologia. Quem se forma numa universidade americana com visto de estudante F-1 tem direito ao OPT, até 12 meses de trabalho autorizado na área de formação, estendíveis a 24 meses para formados em áreas STEM. É um caminho mais longo e mais caro do que responder direto a uma vaga aberta, mas coloca o candidato fisicamente nos Estados Unidos, já em contato direto com recrutadores de empresas como Google e Microsoft, antes mesmo de precisar do H-1B definitivo.
Existe diferença entre ser contratado direto e ser transferido pela mesma empresa?
Existe, e a diferença muda o visto usado. Contratação direta no mercado aberto americano costuma passar por H-1B, H-2A, H-2B ou EB-3, dependendo do setor. Já quem trabalha numa multinacional com operação no Brasil e nos Estados Unidos, como Santander, Siemens ou IBM, pode pedir transferência interna pelo L-1A, rota que evita disputar vaga aberta contra candidatos externos porque o vínculo empregatício já existe dentro da empresa.
O próximo passo depois de conhecer essas empresas
Agora você tem o mapa real: quais empresas contratam mais brasileiros, em qual setor, com qual visto, pagando quanto, e concentradas em quais estados. Sabe também reconhecer os sinais de um golpe antes de perder tempo ou dinheiro com ele. O que nenhuma dessas empresas vai fazer por você é a parte que decide tudo no fim: a conversa em inglês, seja na entrevista de emprego, seja na entrevista consular, seja na primeira semana de trabalho, quando o e-mail, a call e o bate-papo de corredor deixam de ser exercício e passam a ser o seu dia a dia de verdade.
Essa parte dá para treinar antes de precisar dela. Se você já entende inglês de filme, de série, de vaga de emprego lida com calma, mas ainda sente a voz travar quando alguém espera resposta na hora, comece agora, em privado, sem pressa e sem julgamento. Experimente o Comigo e comece a treinar sua fala em inglês hoje.
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